24 de outubro de 2018

Em mais um discurso tomado pelo ódio e sem apresentar propostas para o país, Jair Bolsonaro (PSL) afirmou no último domingo (21/10), por intermédio de um vídeo exibido em telões na Avenida Paulista (SP), que, em um eventual governo seu, vai “varrer do mapa” o que ele chamou de “bandidos vermelhos do Brasil”, se referindo diretamente às pessoas que apoiam o projeto do Partido dos Trabalhadores.

O deputado federal e militar reformado foi além e disse que a “faxina agora será muito mais ampla: se essa turma quiser ficar aqui, vai ter que se colocar sob a lei de todos nós, ou vão para fora ou para a cadeia”, declarou o presidenciável.

Não é de hoje que querem tirar o Partido dos Trabalhadores do mapa político. As críticas e as perseguições ao partido têm o objetivo de apagar o legado de 12 anos deixado pelos governos do PT ao Brasil.

Com Lula e Dilma, 36 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza, 20 milhões de empregos formais foram criados, cerca de 4 milhões de famílias realizaram o sonho da casa própria com o Programa Minha Casa Minha Vida e outros 5 milhões de estudantes tiveram acesso ao Ensino Superior por meio do Prouni e o novo Fies – só para citar algumas das várias conquistas do PT.

Em março de 2017, o presidente Lula esteve em São Vicente do Sul (RS) e, ao comentar  o discurso de ódio de seus opositores, ele propôs uma reflexão:

“Eu tenho fé que Deus vai iluminar as pessoas que carregam ódio no coração. Quem tem ódio fica com azia, fica com refluxo, não dorme à noite. Essa gente que protesta contra nós hoje, quando for deitar, deve conversar com sua consciência e pensar o que conquistaram nos 12 anos do PT e o que conquistaram agora com o golpista. Se pensarem e concordarem com consciência, vão pedir desculpas por tanta grosseria e falta de respeito”, disse o presidente.

Assista ao vídeo do discurso do Lula no RS na íntegra: