20 de agosto de 2021

Ao visitar o Piauí na terça e quarta-feira (17 e 18), Lula fez questão de conhecer uma escola de tempo integral que atende crianças e adolescentes do bairro de Pedra Mole, na capital Teresina. A escolha não foi por acaso. Dos inúmeros avanços que o estado tem apresentado nos últimos anos, a educação se destaca, sendo inegável que o ensino piauiense é hoje um dos melhores do Brasil. Em 2020, no Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico (Ideb), o Piauí foi o estado com a segunda pontuação mais alta, e Teresina ficou em primeiro no ranking das capitais.

É inegável também que conquistas como essa são resultado de uma dobradinha petista nos governos federal e estadual. Wellington Dias (PT) assumiu o comando do Piauí no mesmo dia em que Lula se tornou presidente e, como Lula, foi reeleito em 2006. Depois de cumprir o mandato de senador, Dias retornou ao governo em 2015, sendo mais uma vez reeleito. E, entre 2003 e o começo de 2016, soube potencializar ao máximo os programas nacionais implementados por Lula e Dilma.

Para a educação do Piauí, por exemplo, os governos Lula e Dilma colaboraram, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com a construção de 193 creches, 330 quadras escolares e 5 centros de artes e esportes unificados. O programa Caminho da Escola levou ao estado 1.138 ônibus (1.087 para zonas rurais) para garantir que as crianças fossem às aulas, e o Mais Educação, que garantia ensino em tempo integral, chegou a beneficiar 1.825 colégios.

O governo federal construiu ainda, entre 2003 e 2016, 18 escolas técnicas, fazendo o número de instituições desse tipo saltar de 5 para 23. Por esses centros, passaram mais de 230 mil jovens no período. O ensino superior também não foi esquecido. Foram feitos quatro campus universitários, e o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) beneficiaram 15,6 mil e 24 mil estudantes piauienses, respectivamente.

Vida melhor e mais digna

Em 1991, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Piauí era muito baixo, na casa de 0,36, em uma escala de 0 a 1. Em 2000, havia subido para 0,48, mas era ainda muito baixo. Ao fim dos governos de Lula e Dias, em 2010, já era médio (0,64). Hoje, é alto, com média 0,713. E boa parte desse avanço foi obtido com a ajuda dos programas implementados por Lula e Dilma Rousseff.

No combate à miséria, o Bolsa Família atendia, em 2016, 453,8 mil famílias no estado, e 1 milhão de piauienses saíram da extrema pobreza entre 2011 e 2016. Além de renda, as pessoas ganharam luz elétrica (152 mil ligações feitas pelo programa Luz Para Todos) e água potável (cerca de 51 mil cisternas do Água Para Todos).

No campo, a produção de alimentos foi muito estimulada. Entre 2012 e 2016, 13,5 mil famílias receberam recursos para fomento à produção agrícola, enquanto o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) garantia não só a compra dos produtos como, consequentemente, a segurança alimentar dos mais pobres. Em 2015, o PAA adquiriu 5 mil toneladas de alimentos de 2,3 mil agricultores familiares do Piauí. E, na cidade, o Minha Casa Minha Vida somava 51,5 mil moradias entregues e outras 33,5 mil contratadas até março de 2016.

A saúde mereceu especial atenção também. As transferências do Fundo Nacional de Saúde para o estado cresceram 57,09% entre 2010 e 2015. E o Programa Saúde Não Tem Preço atendia, no começo de 2016, 278,4 mil pessoas, que podiam adquirir remédios para hipertensão, diabetes e asma gratuitamente em 278 farmácias populares. Com o Mais Médicos, 149 municípios passaram a contar com profissionais qualificados para atendê-los. A ampliação da rede foi imensa também. Só de Unidades Básicas de Saúde (UBS), o estado ganhou 515 entre 2010 e 2016.

Não é à toa que a visita de Lula ao Nordeste tem sido descrita como a volta da esperança à região. Após o golpe contra a presidenta Dilma, muitos desses programas que ajudavam os governadores a dar dignidade à população foram reduzidos ou mesmo extintos. E não é porque o Estado está falido, como gosta de repetir Bolsonaro. É porque há aqueles que governam para o mercado e aqueles, como Lula, Dilma e Wellington Dias, que governam para o povo, que colocam o pobre no orçamento e sabem que o Estado deve ser um indutor do desenvolvimento do país.