05 de abril de 2022
Foto: Ricardo Stuckert

Em entrevista ao vivo na manhã de hoje (5) à Rádio Lagoa Dourada, de Ponta Grossa (PR), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou que manteve uma boa relação institucional com os responsáveis pelo agronegócio brasileiro e lembrou de medidas tomadas em seu governo que ajudaram a financiar e modernizar a produção de alimentos no país.

“O agronegócio toda vez que quiser conversar comigo, sabe que tem interlocutor. Fiz a MP 432, de 2008, que a gente fez o financiamento. Era uma dívida de quase 89 bilhões de reais e graças àquele projeto de securitização da dívida, da produção agrícola brasileira, a gente salvou a agricultura brasileira. Pode perguntar para qualquer agricultor que ele sabe disso. No tempo que era presidente, eles compravam uma máquina dessa que você vê plantando e colhendo, com juros de 2% ao ano, financiada pelo Finame. Agora não tem Finame, então se quiser dinheiro emprestado, eles pagam 14%, 18%”, afirmou.

Lula destacou que o fim de importantes medidas, como o estoque regulador de alimentos da Conab levou à situação atual da volta do país ao Mapa da Fome da ONU. “A fome chegou na casa de 19 milhões de pessoas, nós temos 116 milhões de pessoas com insegurança alimentar. Nós tínhamos estoque regulador na Conab e não temos mais. Olha como está o preço do feijão, olha como está o preço do arroz”.

Para o ex-presidente, a relação com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) não deveria preocupar os empresários do setor agrícola. “Os sem-terra não têm histórico de invadir terra produtiva. As terras que os sem-terra ocupavam eram fazendas improdutivas e eles tornavam produtivas, como estão vendo agora: o MST é o maior produtor de arroz orgânico da América Latina. Os sem-terra hoje têm dezenas de cooperativas vendendo e produzindo bem”, explicou.

Assista na íntegra: