22 de dezembro de 2021
Foto: Ricardo Stuckert

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (22) que o governo deveria convocar especialistas para discutir medidas que evitem um novo pico de contaminação da Covid-19 no Brasil, como está ocorrendo atualmente em alguns países. Lula criticou Bolsonaro por perseguir funcionários da Anvisa e atrasar a vacinação dos mais jovens, e disse que os servidores públicos deveriam ser homenageados.

Para o ex-presidente, Bolsonaro “deveria estar homenageando a preocupação desses funcionários com o povo brasileiro, preocupação que ele não tem”, afirmou, em seu perfil no Twitter.

Lula disse que o Brasil precisa de um presidente que enfrente e se antecipe à pandemia. “Esse país precisa de um presidente que ao invés de ficar falando bobagem sobre coisa que ele não conhece, devia convocar um encontro de especialistas para discutir o que fazer para evitar um novo aumento de casos na pandemia, como está acontecendo em alguns países”.

O ex-presidente voltou a pedir que a população que se proteja e a defender uso do máscaras e a vacinação. “Hoje não tem outra solução a não ser usar máscara e tomar vacina”.

Quase 620 mil pessoas perderam a vida no Brasil por causa da Covid-19. O ex-presidente Lula costuma lembrar que parte significativa dessas vidas poderiam ter sido salvas, se o governo federal tivesse uma gestão eficiente da crise e não tivesse atrasado o início da vacinação. Ao contrário, em um esforço de contrapropaganda da imunização, Bolsonaro promoveu aglomerações e defendeu o uso de medicação ineficaz e perigosa, propagando um falso tratamento precoce.

Lula na vacinação

A atuação do governo Bolsonaro na vacinação e no combate a pandemia é oposta a do governo Lula. Em 2010, último ano de Lula na Presidência da República, o Brasil foi o país que mais vacinou cidadãos contra H1N1 pelo sistema público no mundo. Na época, a gripe A foi considerada uma pandemia global e matou 2,1 mil brasileiros.

Já o ano de 2019, o primeiro sob governo Bolsonaro, foi o primeiro ano do século em que o Brasil não atingiu a meta de vacinação em crianças.