30 de março de 2022
Foto: Ricardo Stuckert

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta quarta-feira (30) com a vice-presidente da Espanha, e ministra do Trabalho e Economia Social da Espanha, Yolanda Díaz, que veio ao Brasil debater o tema com Lula e centrais sindicais.

Para recuperar direitos trabalhistas, fortalecer o mercado consumidor interno e aumentar a qualificação da mão de obra, a qualidade e a produtividade, a Espanha aprovou uma revisão, a partir de acordo envolvendo trabalhadores e empresários, da reforma trabalhista feita pelo governo conservador de Mariano Rajoy.

É a terceira reunião sobre o processo espanhol de revisão da reforma trabalhista da qual Lula participa. O ex-presidente já tinha se reunido com a ministra em Madri, em novembro, e feito uma reunião virtual com autoridades do governo espanhol em janeiro.

A reforma espanhola foi conduzida ao longo de negociações entre entidades de trabalhadores e empresários em diálogo durante nove meses, discutindo como dar mais estabilidade e direitos aos trabalhadores sem afetar a geração de emprego. Contratos temporários, por exemplo, ficaram limitados a atividades específicas, quando houver justificativas concretas.

Yolanda apontou a importância da mudança na cultura empresarial para as reformas. Os empresários precisaram entender que mão de obra mais estável, motivada e qualificada resultava em negócios mais prósperos. Ela destacou também a necessidade de mecanismos para enfrentar crises como a pandemia e a Guerra, e evitar demissões em massa em situações como essas, gerando crises econômicas imensas.

Segundo a ministra a maior tarefa para viabilização da reforma foi gerar confiança no diálogo entre empresários e trabalhadores, fortalecer as duas partes e fechar acordos confiáveis para ambos.

O ex-presidente Lula também conversou com a ministra sobre os aplicativos cooperativos de transporte e entregas de Araraquara, apoiado pela prefeitura da cidade, que repassa valores maiores aos trabalhadores dos aplicativos que as empresas de Big Tech.