15 de dezembro de 2021
Foto: Ricardo Stuckert

Em entrevista à Rádio Clube de Blumenau, nesta quarta-feira, o ex-presidente destacou que o país está sendo destruído pelo governo Bolsonaro, com sua falta de respeito às instituições, fake news, desemprego e inflação alta.  Lula destacou que a inflação é de responsabilidade do governo, provocada principalmente pelo aumento dos preços administrados pelo governo, como o da energia elétrica, do gás e da gasolina.

“Estamos vendo que será preciso reconstruir esse país”, disse Lula. Questionado de por que não define sua candidatura à presidente, Lula afirmou que qualquer político pode mentir e dizer que vai “fazer o novo”, sem dizer qual é o novo, mesmo ele, que tem um legado e deixou a presidência com 87% de aprovação. “Sabe qual é o meu novo? Meu novo é meu legado. Eu não posso fazer mesmo do que eu fiz”, disse.

Lula lembrou que os governos do PT criaram mais de 22 milhões de empregos com carteira assinada, pagou o FMI e criou reservas internacionais no valor de 370 bilhões de dólares, que sustenta o Brasil até hoje. O ex-presidente destacou ainda que o PT fez superávit primário por 13 anos e reduziu a dívida pública de 65% para 32% e ainda fez a maior política de inclusão social que o país conheceu.

“Então, eu não posso apenas dizer `eu sou candidato´. Tenho que construir a possibilidade de voltar e fazer mais do que eu fiz”.

Solidariedade a Ciro

Na entrevista, Lula também prestou solidariedade aos irmãos Ciro e Cid Gomes, que foram alvos de uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de corrupção durante as obras da Arena Castelão, entre 2010 e 2013. Lula disse era inexplicável que pessoas idóneas que poderiam ser chamadas para dar uma explicação tenham suas casas invadidas.

“Quero prestar minha solidariedade ao senador Cid Gomes e ao pré-candidato a presidente Ciro Gomes, que tiveram suas casas invadidas sem necessidade, sem serem intimados para depor e sem levar em conta a trajetória de vida idônea dos dois. Eles merecem ser respeitados.”

Assista à entrevista: