Foto: Ricardo Stuckert

Na data em que se completam dois meses desde que Lula foi transformado em preso político em um dos processos mais controversos da História do Brasil, o ex-presidente reafirmou nesta quinta-feira (7) que não recuará e que só não será candidato à Presidência "se morrer ou rasgarem a Constituição".

A declaração foi dita ao governador do Piauí Wellington Dias e ao ex-governador da Bahia Jaques Wagner, durante visita a Lula na sede da Polícia Federal em Curitiba. "Lula não abre mão da candidatura. Ele sente um compromisso. A candidatura dele não é paixão pelo poder, é por paixão de fazer o bem para o povo brasileiro", afirmou Wagner.

"Ele vê que nesse momento de crise no Brasil os mais pobres são os que estão pagando a conta. É isso que aumenta o desejo dele de ser presidente. Está pensando no povo brasileiro", disse Wellington Dias, ao ressaltar que, constitucionalmente, Lula está com seus direitos políticos garantidos. "Ainda será revisto o mérito do seu processo na 3ª instância. Em 15 de agosto vamos inscrever sua candidatura".

Ambos condenaram a ausência de Lula em pesquisas eleitorais, o que classificaram como "fraude". "Ele espera que Deus ilumine algumas cabeças do judiciário. Que não interditem aquele que é o único que pode voltar a colocar o Brasil e o povo brasileiro no caminho da prosperidade", ponderou Wagner.

Nesta sexta-feira (8), o PT lança oficialmente a pré-candidatura de Lula à Presidência da República, em ato na cidade de Contagem (MG).
 

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