17 de agosto de 2020

A notícia de que Antonio Palocci mentiu em sua delação para tentar incriminar Lula é mais uma prova da perseguição e injustiças cometidas por Sergio Moro contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além de Palocci, o ex-senador Delcídio do Amaral, cujas declarações sem provas Moro usou em sua sentença do tríplex, também já teve suas acusações contra Lula consideradas mentirosas pela Justiça e pelo Ministério Público de Brasília (https://brasil.elpais.com/brasil/2018/07/12/politica/1531421660_545034.html) .
O relatório da Polícia Federal revelou que não havia provas nem base na realidade na acusação de Palocci de que Lula teria beneficiado o Banco BTG. Cobrado por provas, Palocci admitiu que citou o caso em delação contando uma história a partir de lembranças de leitura de jornal.
O relatório da Polícia Federal diz o seguinte sobre as histórias contadas por Palocci: “‘parecem todas terem sido encontradas em pesquisas na internet, porquanto baseadas em dados públicos, sem acréscimo de elementos de corroboração, a não ser notícias de jornais”( https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2020/08/delacao-de-palocci-sobre-btg-e-lula-nao-tem-provas-e-foi-baseada-em-noticias-de-jornais-diz-pf.shtml).
O relatório da PF é congruente com avaliação de procuradores, revelada pela Vaza Jato, de que os depoimentos de Palocci pareciam baseados em buscas no Google.
Palocci mente em depoimentos sobre Lula desde 2017.
O Supremo Tribunal Federal duas semanas atrás também reconheceu que Moro, quando juiz, agiu politicamente para beneficiar Bolsonaro e contra o PT quando liberou, sem motivo ou razão judicial, trechos da delação de Palocci, com grande impacto midiático, seis dias antes da eleição de primeiro turno de 2018. (https://www.conjur.com.br/2020-ago-04/ministros-stf-tiram-delacao-palocci-acao-lula)
Hoje, editorial do jornal O Globo reconheceu que o juiz Sérgio Moro ajudou a eleger Jair Bolsonaro. (https://www.brasil247.com/midia/globo-reconhece-que-moro-ajudou-bolsonaro-a-se-eleger-e-preve-dallagnol-punido)
A mais grave atuação política de Moro foi sua parcialidade para condenar, sem fatos nem provas, o ex-presidente Lula, impedindo-o de ser candidato em 2018. Moro usou na condenação declaração sem nenhuma prova do delator Léo Pinheiro, que o próprio Moro prendeu duas vezes, e que alterou seu depoimento para satisfazer a Operação Lava Jato e sair da prisão. (https://brasil.elpais.com/brasil/2019/06/30/politica/1561890908_263616.html). Atualmente, Léo Pinheiro, que tinha sido condenado a ficar preso por mais de 20 anos, está em casa. Aliás, de 159 condenados pela Lava Jato, pelo menos 120 estavam soltos em 2019 por terem vendido acordos de deleção.
A delação de Palocci não foi aceita nem pelo Ministério Público de Curitiba. Sérgio Moro ajudou a delação feita com a Polícia Federal a ser homologada pelo Tribunal Regional da Quarta Região (TRF-4), mesmo considerando a “fraca” (https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/07/moro-achava-fraca-delacao-de-palocci-que-divulgou-as-vesperas-de-eleicao-sugerem-mensagens.shtml )
Moro nunca teve qualquer melindre em perseguir Lula com mentiras e acusações sem provas.