16 de agosto de 2018

Os retrocessos do golpe de 2016 se aprofundam cotidianamente e quem mais sente seus efeitos são as camadas mais pobres da população. Enquanto os governos do PT criaram 20 milhões de postos de trabalho – em 2014, o Brasil registrou sua menor taxa de desemprego (4,9%) -, o cenário em 2018 é devastador. No segundo trimestre deste ano, falta trabalho para 27,6 milhões de brasileiros e o total de pessoas que simplesmente desistiu de procurar emprego bate recorde, chegando a 4,8 milhões de desalentados. Está cada vez mais difícil sonhar no país pós-golpe: é o que revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) trimestral divulgada nesta quinta-feira (16/08) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo mostra os efeitos da reforma trabalhista de Temer e do PSDB. A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 24,6 % no segundo trimestre de 2018. O grupo de trabalhadores subutilizados reúne os desempregados, aqueles que estão subocupados (ou seja, que trabalham menos de 40 horas por semana, mas querem trabalhar mais), os desalentados (que desistiram de procurar emprego) e os que poderiam estar ocupados, mas não trabalham por motivos diversos (como, por exemplo, mães que tiveram de abandonar seus empregos para cuidar dos filhos).

A comparação entre os números dos governos do PT e do governo golpista não deixa dúvidas: no segundo trimestre de 2014, o número de subutilizados atingiu seu menor valor (15,3 milhões de pessoas). No mesmo período de 2018, são 27,6 milhões de trabalhadores subutlizados – um aumento de 80,39%.

Segundo a pesquisa, o número de desalentados bateu novo recorde e atingiu 4,8 milhões no segundo trimestre, representando 4,4% da força de trabalho. Desse número, 60,2%, ou seja, 2,9 milhões de pessoas, estão no Nordeste. O número de subocupados também subiu para 6,5 milhões, contra 6,2 milhões nos 3 primeiros meses do ano.

A suave queda da taxa de desemprego (de 12,4% no 2º trimestre, ante 13,1% no 1º trimestre), divulgada anteriormente pelo IBGE, deve-se à precarização do trabalho, com geração de postos informais, e ao grande número de brasileiros fora do mercado de trabalho. Em um ano, o número de desempregados no país caiu cerca de meio milhão. Em contrapartida, aumentou em 1,3 milhão o número de trabalhadores subutilizados. O número de brasileiro fora da força de trabalho atingiu o recorde de 65,6 milhões.

Lula já provou que é possível crescer economicamente gerando emprego e promovendo inclusão social. E é isso que ele vai voltar a fazer em seu terceiro mandato. Uma das propostas do Plano Lula de Governo (2019-2022) é o Plano Emergencial de Emprego, com a criação de oportunidades de trabalho, com elevação da renda e ampliação do crédito. A retomada do Programa Minha Casa Minha Vida e o retorno imediato das obras inacabadas serão responsáveis pela criação de postos de trabalho em todo o país, assim como os investimentos da Petrobras. Além disso, serão reforçados os investimentos no Programa Bolsa Família, serão criadas linhas de crédito com juros e prazo acessíveis e será implantado um programa nacional de apoio à economia social e solidária.