30 de agosto de 2018

Durante os governos federais do Partido dos Trabalhadores (PT), as matrículas em cursos de nível superior no Paraná mais do que dobraram, saltando de 238,7 mil, em 2002, para 491,5 mil, em 2015. Foram criados no estado duas universidades federais – a Universidade Tecnológica Federal do Paraná, em 2005, e a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), em 2010 – e 11 câmpus universitários, além de mais de 391 mil beneficiários dos programas FIES e Prouni.

A UNILA, localizada em Foz do Iguaçu, na tríplice fronteira entre Argentina, Paraguai e Brasil, tem como missão oficial contribuir para o avanço da integração da região. “Eu achava que a UNILA era importante também para contar a história do nosso continente, que sempre foi tratado como quintal”, revelou Lula durante sua visita à universidade, na segunda parada no estado do projeto Lula pelo Brasil. “Fiquei pensando: se a gente muda a geografia mundial, a economia e a política, por que não pode fazer universidade de integração?”, disse o ex-presidente.

A Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), criada por Lula em 2009, tem sede em Santa Catarina, mas dois de seus câmpus ficam no Paraná. Ela é conhecida como a universidade pública do povo, visto que 89% de seus alunos vêm de escola pública e por volta de 87% de famílias recebem até três salários mínimos de renda. O câmpus na cidade de Laranjeiras do Sul, em certa medida, confunde-se com a história dos movimentos sociais da região. A universidade teve espaço para ser construída graças à doação de três lotes do Assentamento 8 de Junho feita pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Na região onde predomina a agricultura familiar, encontra-se uma reserva indígena. A universidade conta com 60 indígenas no quadro de estudantes.

Lula voltará a investir no ensino superior e ampliará os investimentos em ciência, tecnologia e inovação. Universidades e Institutos Federais serão fortalecidos, interiorizados e expandidos com qualidade e financiamento permanente. Serão recompostos os orçamentos das universidades e institutos federais. O Programa Nacional de Assistência Estudantil será fortalecido.

No ensino técnico, a revolução também é patente: o número de matrículas na rede federal aumentou 20 vezes (de 571 matriculados, em 2002, para 12 mil, em 2015) e o número de escolas técnicas passou de 8 para 32 no Paraná. No Pronatec, foram 459 mil matrículas.