02 de outubro de 2018
Foto;Ricardo Stuckert

O candidato do Lula, Fernando Haddad (PT), visitou a Fundação Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro, na manhã desta terça-feira (2/10). Do lado de fora do prédio, uma multidão esperava por Haddad.

Antes de entrar na Fiocruz, Haddad falou com os jornalistas, inclusive da imprensa internacional. O candidato afirmou que seu governo tem a meta de atingir 6% do PIB em investimento em saúde. “Nós já atingimos essa marca, de 6%, na educação, quando eu era ministro. Até superamos. E ainda é insuficiente. Na saúde, estamos perto de 4% do PIB. Temos que rapidamente ampliar os investimentos até 6% pra saúde, sobretudo, para ter espaço para pesquisa. E a Fiocruz oferece condições excelentes de promoção em pesquisa em saúde”, falou.

Perguntado sobre os recursos com os quais ele pretende governar, Haddad reafirmou seu compromisso em promover a revogação da EC 95 e da reforma tributária, dando, assim, confiança à população brasileira de que as finanças públicas estarão equilibras. “Nós temos que dar ênfase à reforma tributária, porque os muito ricos não pagam imposto. Hoje, quem paga imposto é pobre. E os pobres precisam pagar menos para voltar para o mercado de consumo e reativar a economia. Mas a primeira emenda constitucional que precisa ser aprovada é a reforma tributária, inclusive cancelando a EC 95, num movimento só. Porque eu preciso de dinheiro pra investir, mas também garantir sustentabilidade das finanças públicas, fazer as economias necessárias pra pagar dívida pública”.

Haddad falou que tem confiança de que terá suas reformas aprovadas pelo Congresso, porque, para ele, “não existe senador e deputado que não esteja arrependido de ter votado” o teto de gastos.

Ele afirmou que sua candidatura tem sofrido muitos ataques do PSDB, mas essa postura não está favorecendo o partido de Geraldo Alckmin, “está favorecendo o fascismo. Quanto mais se alimenta o ódio, mais o fascismo vai crescer. Isso aconteceu na Alemanha, na Itália, e parte expressiva da elite brasileira abandonou a social-democracia pelo fascismo”, disse.

Para um repórter argentino, Haddad falou sobre a importância de que os dois países se unam, por mais que tenham divergências ideológicas com Maurício Macri, presidente da Argentina. “Porque política de governo é uma coisa e política de estado é outra”.