12 de setembro de 2018

Fernando Haddad, candidato à presidência da República, participou, nesta quarta-feira (12/09), de encontro com universitários bolsistas do ProUni e cotistas de universidades federais, em São Paulo. Durante todo o ato, histórias de acesso à universidade através dos programas criados por Haddad, quando ministro da Educação no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, emocionaram os presentes.

Vários jovens tiveram a oportunidade de agradecer a Lula e Haddad pelos programas que levaram o Brasil ao número recorde de 8 milhões de universitários. Foram relatadas histórias emocionantes como a de Jessy Dayane, estudante de Direito e prounista da FMU. Filha de empregada doméstica, ela contou que sua família nunca imaginou que um dia ela teria a chance de cursar uma faculdade. “Quando era pequena, eu ouvia coisas do tipo: ‘para que você vai estudar mais? O ensino médio é o suficiente para ser caixa de um supermercado’”, contou.

Emocionada, a estudante Clara Freitas relatou que viu a Universidade Federal do ABC ser construída ao lado de sua casa. Nessa época, ela nem imaginava que, por meio de cotas que favorecem alunos egressos de escolas públicas, um dia aquela instituição de ensino seria responsável por realizar um grande sonho de sua vida. “Os filhos da classe trabalhadora saem da escola não só com a perspectiva de lutar pelo subemprego, mas também de poder fazer parte da economia e do desenvolvimento do país”.

Ana Estela Haddad, professora universitária e companheira de Haddad, foi mentora do ProUni, programa que concede bolsas em universidades privadas por meio de isenções fiscais. Emocionada com os depoimentos, ela fez questão de contar como foi a luta para a criação e implementação do programa que beneficiou mais de 2 milhões de pessoas. “Uma ideia nova é difícil de pôr de pé. Mas, hoje, eu ouvi as histórias de vocês, e é um daqueles raros momentos da vida de uma alegria imensa, em que a gente encontra o sentido das coisas!”, revelou.

Fernando Haddad se disse muito tocado com os depoimentos. “A gente não cansa de se emocionar com as histórias que ouvimos. Às vezes, a gente não se dá conta que esse Brasil é um Brasil de muito pouco tempo para cá”.

O candidato à presidência afirmou que o mérito de Lula “foi não se conformar com a sua situação e, ao chegar a presidência da República, se perguntou: ‘para que eu cheguei aqui, se não foi para dar oportunidade para jovens transformarem a sua própria vida?’”, disse o ex-ministro de Lula, o presidente operário sem diploma universitário que mais criou universidades na história desse pais. “Quando tem governo comprometido, as coisas acontecem. Essa crise que estamos passando é difícil, mas nós temos a confiança que, com o apoio da sociedade, nós vamos conseguir sair dela”.

Em 2012, no governo Dilma, foi instaurada a lei de cotas, que garante que 50% das vagas em universidades federais sejam destinadas para estudantes de escolas públicas, aumentando ainda mais as possibilidades de acesso da população ao ensino superior.

“Nossos governos foram um divisor de águas no Brasil, que começou a abrir portas para essa juventude e é esse projeto que eles querem interromper”, declarou Haddad. “O povo não vai deixar que aconteçam mais retrocessos, porque quando você vive um sonho uma vez, você não consegue apagar a memória dele. Essa experiência que nós vivemos, eles não conseguem apagar”.

Ao se lembrar do impedimento da candidatura de Lula à presidência, Haddad declarou: “Nós não somamos um ou dois, nós somos um projeto, nós somos milhões e o Lula já havia dito isso, quando disse que somos milhões de Lula. Não vão conseguir conter a primavera”.

A candidata à vice-presidência na chapa “O Povo Feliz de Novo”, Manuela D’Ávila, contou que, em sua juventude, a maioria dos jovens nem sonhava em entrar em uma universidade, porque esse não era um sonho realizável. “Não bastava fazer com que eles pensassem que podiam ter um sonho, mas tínhamos que fazer estes sonhos serem realidade”, declarou.

Os sonhos das cotas em universidades para negros e egressos de escolas públicas viraram realidade nos governos petistas. “Precisamos mostrar que esses sonhos podem ser realizados. Se eu vi todas essas coisas da minha época se tornando realidade, precisamos dizer que estes sonhos são sonhos realizáveis. A democratização da universidade mudará o Brasil”, disse Manuela.