21 de setembro de 2018
Foto: Ricardo Stuckert

Em ato público realizado nesta sexta-feira (21) na cidade de Betim, Minas Gerais, Fernando Haddad, candidato à presidência pela Coligação “O Povo Feliz de Novo”, apresentou, entusiasmado, o Programa Ensino Médio Federal para os mineiros.

O programa, que será uma das prioridades do governo de Haddad e de Manuela D’Ávila na área da educação, vai “revolucionar o ensino médio”, nas palavras do ex-ministro. O candidato de Lula à presidência explicou aos mineiros que “toda escola federal (que são as melhores do Brasil) vai adotar uma escola estadual para recuperar o desempenho dos estudantes”. Ou seja, o “melhor ensino público vai adotar, em cogestão, o ensino público estadual que esteja precisando de apoio, para que todo estudante do ensino médio conclua os seus estudos com a mesma qualidade”. Esse aluno terá melhores notas no Enem, aumentando as suas chances para ingressar em uma universidade.

No Plano de Governo de Haddad, Manuela e Lula está previsto o apoio aos estados “na ampliação do acesso, garantia de permanência e melhoria da qualidade do ensino. Além disso, haverá uma forte participação da União na oferta do Ensino Médio, com a criação do Programa Ensino Médio Federal, que prevê uma repactuação federativa” nessa área, no âmbito do Sistema Nacional de Educação.

Fernando Haddad, candidato de Lula, com Fernando Pimentel governador e Dilma Rousseff no Senado em Betim, Minas Gerais #HaddadPresidente

Publicado por Lula em Sexta, 21 de setembro de 2018

Haddad explicou que Minas Gerais é um dos estados com mais universidades federais do país, contando com 12 instituições, além dos CEFETs e dos 5 Institutos Federais. “Nós temos aqui uma plataforma para melhorar a questão do ensino médio que não temos em nenhum outro lugar”, destacou. “Precisamos contar com um parceiro para isso e o Fernando Pimentel é um parceiro de compromisso, foi um prefeito excepcional. Tive a honra de ser ministro da Educação no mesmo período em que ele era prefeito, e fizemos inúmeras parcerias”.

Haddad cumprimentou Pimentel como uma “liderança extraordinária”, que “vai ser reeleito agora em outubro”, e brincou com a ex-presidenta Dilma, presente no ato: “Nossa presidenta Dilma, essa garota de luta que veio lá do Rio Grande do Sul e que botou para correr o senador Aécio Neves, que correu da raia”. O petista disse contar com Dilma no Senado, “para nos ajudar a governar, com toda a sua experiência, seu compromisso com as mulheres, seu compromisso com o Brasil”.

Golpe e urnas
O candidato do PT à presidência explicou que, ao fazer a defesa da reeleição de Pimentel, as pessoas devem sempre ressaltar que ele “enfrentou um período muito complicado da vida nacional, que foi o golpe, que começou a ser gestado depois da reeleição da Dilma”. Haddad lembrou que Dilma, depois de reeleita, “começou a sofrer uma sabotagem no Congresso Nacional, pelo ‘seu’ Eduardo Cunha e pelo ‘seu’ Aécio Neves. Ela não teve sossego um dia, até ser afastada sem crime de responsabilidade e contra a Constituição”.

Na sequência dos fatos, “ao ver que não adiantou” afastar Dilma, “foram atrás do Lula, inventando uma história para tirar ele da eleição”. E contou que, na Bahia, uma senhora falou para “o nosso governador Rui Costa o seguinte: ‘Afastaram a Dilma e prenderam o Lula, mas esqueceram de prender o povo’. E o povo vai fazer um acerto de contas em outubro”, afirmou Haddad. O petista faz questão de ressaltar que será “um acerto de contas sem revanchismo, sem ódio” para, tão somente, “restituir o Brasil para os brasileiros”.

A candidatura do PT, PCdoB e PROS à presidência da República, que não para de crescer nas pesquisas, quer o fundamental para um país soberano: “Nós queremos que o povo brasileiro mande no Brasil. Não é a Rede Globo, não é o golpe, são vocês. É o voto que tem que mandar no Brasil”. Para Haddad, “eles têm que aprender a respeitar o resultado das urnas. E nós vamos ganhar em outubro por isso: o povo vai se lembrar o que aconteceu, que ele foi desrespeitado em 2014, e que vai se fazer respeitar em 2018”.

Compromisso com Minas
Ao final de sua fala, Haddad se comprometeu a ser “um presidente que olha por Minas”, denunciando que, hoje, o estado é vítima de discriminação do governo ilegítimo de Temer. “Nós vamos estar aqui direto, Fernando, sentando, trabalhando, conversando com as pessoas para achar saídas para Minas Gerais. O Palácio do Planalto não vai faltar aos mineiros”.

Haddad disse, ainda, que é “por isso que já estamos liderando em Minas. A Dilma está liderando em Minas”. E concluiu dizendo que “daqui duas semanas, Fernando, você vai buscar o Anastasia, vai para o segundo turno e, no ‘mano a mano’, eu sou mais você. Não tenho dúvida da sua capacidade técnica, da sua qualidade como político, do seu compromisso com Minas Gerais”.

Haddad levou uma carta de Lula a Fernando Pimentel, “uma carta que fala fundo para o coração dos mineiros” e afirma a importância de se eleger a Senadora Dilma, o governador Pimentel e a vice-governadora Jô Morais. “Nós podemos resgatar o Brasil para os brasileiros”.

O candidato petista a presidente se despediu dizendo que “seu coração fica em Minas onde quer que ele esteja”, ressaltando que os governos de Lula e Dilma construíram uma rede de ensino superior em Minas que “não construímos em nenhum outro lugar”. Na agenda mineira, Haddad passou por Ouro Preto, Contagem, Betim e Montes Claros. “É Minas toda, ela está no nosso coração: o Vale do Jequitinhonha, o Norte, a Zona da Mata, o Triângulo Mineiro e a Região Metropolitana”.

Saindo do ato, o presidenciável foi ao Instituto Federal em Betim, assumindo o compromisso de apoiar o Ensino Médio local.

Ouça o discurso de Fernando Haddad:

Brasil de esperança
Cada dia mais animada e com uma campanha mais empolgante, a ex-presidenta Dilma Rousseff afirmou a importância de votar em Haddad, que será um presidente compromissado com a Educação: “Um presidente que segue os passos do presidente Lula, que vai fazer esse país voltar ao trilho do desenvolvimento, do emprego, e da distribuição de renda”.

Dilma também defendeu o voto em Pimentel para governador. “Com o Haddad presidente, ele poderá ser um governador sem bloqueios e nenhum cerco. Ele não será mais cercado como foi cercado pelo governo Temer, perseguido”, denunciou a ex-presidenta. Dilma explicou que Pimentel “sofreu as consequências daquele relator do golpe chamado Anastasia, aquele que foi capaz de julgar uma mulher inocente”.

Dilma também pediu “o voto para o 133 para Senadora”, seu número no processo eleitoral. “Aqui, em Minas, nós vamos derrotar o golpe e construir o caminho para esse país ser de novo esperança e autoestima”. A petista apresentou alguns candidatos a deputado estadual e federal do PT na região, trabalhadores, militantes históricos, colaboradores do Luz Para Todos, entre outros. E, saudando a prefeita de Betim, Maria do Carmo, finalizou dizendo que “essa eleição é das mulheres também”.

Primavera Mineira
Fernando Pimentel começou seu discurso saudando a chegada da primavera. “A Primavera dos votos do 13, a Primavera do Haddad, a Primavera da Dilma, a Primavera da Jô, a Primavera do Lula”. Pimentel disse que essa “é a nossa primavera, que vai libertar o Brasil e Minas desses golpistas que tomaram o poder lá em Brasilia e querem chegar ao governo aqui”.

O candidato petista ao governo de Minas lembrou que “o chefe dos golpistas é candidato a governador. Nós vamos dizer não para ele. Aqui não”. Em recado direto para o tucano Anastasia, Pimentel sugeriu ao candidato do PSDB ao governo: “vai-se embora daqui, você com seu padrinho, aquele senador que era do Rio, e dizia que era mineiro, e que nem coragem de ser candidato teve mais”, em cristalina referência a Aécio Neves.

Pimentel disse que o estado de Minas não pertence mais a Aécio e Anastasia, destacando que “esse estado é do povo, esse estado é da gente humilde, dos trabalhadores, dos trabalhadores do ensino, dos trabalhadores das fábricas. Esse estado é dos estudantes, é da juventude, é dos trabalhadores do campo, esse estado é 13 agora em outubro. Esse estado vai eleger Fernando Haddad e Manuela D’Ávila e esse estado vai colocar no Senado Dilma Rousseff para representar Minas Gerais”.

Pimentel concluiu dizendo que “o Haddad está aqui para dizer que a primavera chegou. Vamos derrotar os golpistas e fazer o Brasil ser feliz de novo”. Ao final de seu discurso, o candidato petista ao governo local falou em “retomar o desenvolvimento de Minas, de onde fomos retirados por esse governo fajuto e ilegítimo” de Temer e finalizou com saudação a “Lula Livre”.