07 de agosto de 2018

Em entrevista coletiva nesta terça (07/08), Fernando Haddad (PT) e Manuela D’Ávila (PCdoB) falaram sobre a aliança em torno da candidatura Lula. Ambos ressaltaram seu desprendimento em favor da candidatura do ex-presidente, afirmando que a chapa vencerá as eleições em qualquer cenário e retirará o país da crise.

“Lula é a maior expressão política do país. Nós estamos defendendo um plano de governo e vamos rodar todo o Brasil”, disse Haddad. Em relação ao papel de ambos na chapa, Haddad afirmou: “há muitos valores que nos unem. Ninguém aqui tem projetos pessoais. O objetivo é resgatar o Brasil para os brasileiros, sem deixar ninguém para trás”. O ex-prefeito explicou que foi convidado para figurar como vice, nesse momento, na chapa encabeçada por Lula. “Estou representando Lula como candidato. Quando ele tiver sua candidatura homologada, vamos estender o tapete vermelho para Manuela ocupar o meu lugar”, concluiu.

Manuela, por sua vez, disse que abriu mão de sua pré-candidatura à Presidência da República para construir uma saída unitária para o campo progressista do país. “Mesmo diante da relevância da minha candidatura à presidência, a maior urgência é vencer as eleições”, declarou. Ela ainda afirmou que considera justo que, nesse momento, Haddad seja o interlocutor de Lula, já que ele coordena o programa de governo, além de ser um militante do PT.

Haddad citou mais uma vez o artigo 16A do Código Eleitoral, que define que uma candidatura sub judice tem os mesmos direitos de outra não contestada, inclusive espaço em rádio e televisão. Por isso, o PT está na Justiça para garantir o direito de Lula participar de debates, incluindo o primeiro, que acontecerá no dia 9 de agosto na Band.

Haddad e Manuela também falaram sobre a necessidade de o país retomar a soberania nacional e popular. Citaram o fim dos oligopólios da mídia e dos bancos como prioridades para o desenvolvimento. “As alavancas do desenvolvimento democrático são crédito tanto econômico quanto político. Informação fidedigna com liberdade. Estamos querendo radicalizar a democracia. Uma radicalização que todos os países desenvolvidos fizeram”, declarou Haddad.

Assista a coletiva: