09 de novembro de 2020
Foto: Ricardo Stuckert

No futuro, as faculdades de jornalismo poderão estudar a reportagem do Fantástico deste domingo, sobre o tema da desigualdade social no Brasil nas últimas décadas, como um exemplo de censura política.

Há de se reconhecer o esforço da Rede Globo em fazer o PT desaparecer e recontar a história do Brasil.

A invisibilidade e falta de voz impostas ao maior partido de oposição no país na realidade é uma insistente tentativa de colocar as lutas sociais na clandestinidade. Um erro pelo qual as organizações Globo disseram estar arrependidas em 2013, ao pedir desculpas pela posição vexatória em 1964. Mas essa é a tradição do maior monopólio de mídia do país. A democracia é bem vinda apenas fora de nossas fronteiras.

Mas a História não esquece. E vai cobrar as consequências e autocrítica daqueles que deram guarida à erosão da nossa frágil democracia.

A obsessão pelo PT e a censura editorial da TV Globo não vão apagar o legado do partido na vida e na consciência daqueles que viveram na pele as transformações sociais positivas que ontem o Fantástico narrou, mas se esqueceu de dizer quem lutou e trabalhou para que elas acontecessem.

Assessoria de Imprensa do ex-presidente Lula