01 de agosto de 2018
Haddad e Lula - crédito Ricardo Stuckert

Em entrevista à Rádio Metrópole de Salvador (BA), na manhã desta quarta-feira (1/8), o coordenador do programa de governo do PT, Fernando Haddad, falou sobre o registro da candidatura de Lula à Presidência da República, no próximo dia 15 de agosto, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e sobre o plano de governo.

Haddad ressaltou que a lei eleitoral é explícita: candidaturas sub judice têm o mesmo direito de outras que não estão sendo contestadas. Ele lembrou ainda que a Lei da Ficha Limpa, sancionada pelo próprio Lula, prevê, em casos excepcionais, recurso aos tribunais superiores, possibilitando o registro da candidatura em caráter liminar. Dessa forma, há jurisprudência que garante a Lula o direito do registro de sua candidatura no dia 15 de agosto.

“Apesar da indignação e do inconformismo, Lula está tão disposto como sempre esteve para ajudar o Brasil, sobretudo as camadas mais pobres”, disse Haddad. Ele ressaltou os pesados ataques que Lula e a democracia vêm sofrendo: “A verdade não é simples de se demostrar quando se tem um jogo pesado contra uma força política. Mas ela (a verdade) chega e o povo já a descobriu”, enfatizou. “Hoje todos sabem que a Dilma é inocente, que não foi apurado nenhum crime contra ela, e Geddel (Vieira Lima) está preso, porque tinha R$ 50 milhões escondidos em um apartamento que não se sabe de onde veio”, disse.

Sobre o plano de governo, Haddad disse ser “um plano ousado, para tirar o Brasil da crise. Vamos fazer uma mudança tributária que garanta que os pobres paguem menos impostos”. Ele apontou ainda a importância de se fortalecer o sistema de crédito, inclusive por meio da implementação de impostos progressivos sobre os bancos: quanto mais juros, mais impostos os bancos pagarão. Como em 2002, Lula vai tirar o Brasil da crise, dessa vez com muito mais campo para atuar graças às conquistas dos 13 anos de governo do PT.