26 de maio de 2022

O país de inflação nas alturas, pressionada muito pelos preços dos alimentos e dos combustíveis, tem agora mais uma elevação recorde de preços, e acima da inflação, com a autorização pela Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS), nesta quinta (26), de correção de 15,5% nas mensalidades dos planos de saúde individuais e familiares para o período de 1 de maio deste ano a 30 de abril de 2023.

Veículos de imprensa registram que essa é a maior alta para os planos desde quando passou a valer o modelo atual, em 2000. O percentual mais elevado, antes desse, havia sido em 2016, quando a agência autorizou alta de 13,57% nos planos.

De acordo com as reportagens, o percentual, que não é válido para planos coletivos, empresariais e por adesão, deve impactar um universo de quase 9 milhões de pessoas, o corresponde a cerca de 17% dos mais de 49 milhões de usuários da saúde suplementar.

Com a realidade de reajustes salariais que não recompõem as perdas, a classe média usuária de plano também perde poder de compra.