19 de janeiro de 2022
Foto: Ricardo Stuckert

Em conversa com a mídia independente na manhã desta quarta-feira (19), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que negros, índios, desempregados, empregados, gente que mora na periferia, catadores de material reciclável e quem vive na rua também precisa ser ouvido para definição das políticas e não apenas o mercado. “Precisamos transformar o povo em sujeito da história”, disse Lula, defendendo que a democracia seja respeitada em sua plenitude.

“Meu grande feito não foi uma obra, foi o povo ter descoberto que ele fazia parte do governo, foi a inclusão do povo nas decisões. E, agora, nós precisamos transformar o povo em sujeito da história. Esse país não é meu, esse país não é teu, esse país é nosso”.

Lula reforçou que será o povo quem vai dizer que Brasil nós queremos e não apenas a Avenida Faria Lima e a Bolsa de Valores. “Eles também serão ouvidos, mas eles têm que aprender que teremos outros setores importantes para decidir que tipo de país nós vamos querer. Eu quero provar que é possível exercer a democracia em sua plenitude, respeitando a totalidade da sociedade brasileira”.

Aprimorar as instituições

O ex-presidente afirmou que é preciso aprimorar as instituições brasileiras, que ainda são geridas pela plutocracia dos tempos do império, formada por gente da casta do aparelho do Estado. “Quando as pessoas do Prouni e das cotas participarem das instituições, a gente pode ter certeza que a democracia está se consolidando de forma definitiva no Brasil”.

Foto: Ricardo Stuckert