16 de agosto de 2018

A era Lula comprovou que é possível promover crescimento econômico com inclusão social, geração de empregos e diminuição da desigualdade. Considerada uma das principais políticas de distribuição de renda criadas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a valorização real do salário mínimo voltará a ser prioridade no terceiro mandato de Lula. De 2002 a 2010, o aumento real do salário mínimo atingiu a marca de 53,67%, chegando a 76,54%, em 2015.

A política de valorização garantia o reajuste real do salário mínimo por meio de sua correção a partir da variação do PIB dos dois anos anteriores somada ao repasse da inflação do ano anterior. O golpe de 2016 trouxe retrocessos imensos também nesse setor: em 2018, o aumento do salário mínimo ficou abaixo da inflação, o que não ocorria desde 2003, primeiro ano de Lula na presidência.

Outra proposta apresentada pelo Plano Lula de Governo será isentar todos aqueles que ganham até cinco salários mínimos do pagamento do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF).

“O pobre no Brasil paga mais imposto que o rico, proporcionalmente. Vamos inverter. Vamos voltar a cuidar do pobre no orçamento e mudar a composição da carga tributária. A reforma tributária vai ser muito importante para a ativação da economia”, afirmou em entrevista Fernando Haddad, porta-voz de Lula e candidato a vice em sua chapa.

Aumentar o salário mínimo e diminuir o pagamento de impostos de quem ganha menos vai aumentar o poder de compra dos mais pobres, que poderão voltar a consumir e a movimentar a economia nacional. De 2003 a 2010, o poder de compra do salário mínimo passou de 1,38 cesta básica para 2,06 cestas básicas e chegaria a 2,21 cestas básicas em 2014 (melhor poder de compra desde 1979).