04 de março de 2019
Foto: Ricardo Stuckert

Há exatos três anos, o promotor Deltan Dallagnol e o ex-juiz Sérgio Moro avançavam seu circo de horror particular e ilegal com a condução coercitiva do ex-presidente Lula.

Naquela manhã de sexta-feira a casa de Lula e de seus filhos foi invadida por policiais armados em busca de algo que procuram até hoje: uma prova de que o ex-presidente havia cometido algum crime. Qualquer crime.

Aquela sexta marcou o início de um processo de devastação familiar que implicou na morte de Dona Marisa menos de um ano depois do espetáculo da Lava Jato. Era o início de um projeto que tiraria Lula do convívio com sua família e com o povo brasileiro.

A ação não tinha justificativa legal nem amparo na lei. Hoje, depois de feito o trabalho político de Moro, foi restabelecido que conduções coercitivas são ilegais. Com uma vida pública minuciosamente inspecionada há mais de 40 anos, Lula nunca havia se negado a prestar depoimento às autoridades. A batida não encontrou malas de dinheiro, mas levou o tablet de seu neto, o pequeno Arthur, com quem Lula seria injustamente impedido de conviver em seus últimos meses de vida.

Acordaram crianças arrombando casas, levaram seus pertences, humilharam e condenaram perante boa parte da sociedade e não encontraram nada que incriminasse os Lula da Silva.

O objetivo era impedir Lula de voltar à Presidência. E hoje, três anos depois, a tragédia que sucedeu o plano de Moro afetou não só a família de Lula, mas milhões de famílias brasileiras lançadas ao abismo por um governo desastroso eleito em consequência dos interesses políticos que moviam a operação daquele 4 de março.

Lula está preso injustamente e Moro goza de seu prêmio, um cargo de Ministro da Justiça que não pode indicar uma suplente de conselho. Fica o aviso de Lula antes de ser preso: “Eu sei como eu vou passar para a História. Não sei como eles vão passar, se como juízes ou como algozes”.