24 de setembro de 2018

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, multidão e atividades ao ar livreHá 170 dias o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um preso político na sede da Polícia Federal do Paraná e a solidariedade de seus apoiadores é cada vez maior na Vigília Lula Livre e no Acampamento Marisa Letícia, local em que os militantes se alimentam e dormem.

A corrente pela liberdade de Lula está presente faça frio, calor ou chuva, em uma rotina que inclui diários “bom dia”, “boa tarde” e “boa noite” ao presidente Lula, que já afirmou que não só ouve, como se sente acalentado pelas saudações. A vigília é também local de muita articulação política, rodas de debate, visitas de líderes mundiais e de figuras importantes – como o filósofo e linguista Noam Chomsky e o Prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel, além de músicos como Francis e Olívia Hime.

A imagem pode conter: 3 pessoas, multidão, criança e atividades ao ar livreNesses 170 dias, a Vigília enfrentou muitos contratempos, desde o clima gelado do inverno de Curitiba, até os ataques de opositores e as tentativas da Prefeitura e da Justiça de desfazer a Vigília e o Acampamento.

Mas os apoiadores do ex-presidente Lula e os militantes não desistem, porque não se pode parar de lutar frente à injustiça do cárcere político. Lula foi preso porque queriam retirá-lo do processo eleitoral, já que provavelmente o ex-presidente seria eleito, pois liderava com folga todas as pesquisas de intenções de voto.

Os algozes do ex-presidente nunca poderiam imaginar um cenário destes: a resistência e a solidariedade sem tréguas. Nesses quase seis meses, uma legião de lutadores anônimos já passaram pela Vigília.

A Vigília segue firme até que Lula seja liberto e, agora, com mais força ao ver que a candidatura de Fernando Haddad, que representa Lula, só cresce e o sonho de ver o Brasil feliz de novo está muito próximo de se tornar realidade.