Lula destaca legado de Haddad e afirma que eleição será decidida entre história e fake news

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Durante a convenção que oficializou a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao Governo de São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a eleição de 2026 será marcada pelo confronto entre a trajetória e biografia dos candidatos e a desinformação nas redes sociais. Segundo ele, adversários recorrerão à inteligência artificial para disseminar notícias falsas, enquanto a campanha petista deverá se apoiar na história e nas realizações de seus candidatos. “A base da sustentação da campanha deles é a mentira. E a mentira só conta quem não tem biografia”, afirmou.

A candidatura de Haddad foi oficializada neste sábado (25), durante convenção realizada na Arena Concórdia, em Campinas (SP). O encontro também apresentou as diretrizes do programa de governo da chapa, confirmou Márcio França (PSB) como candidato a vice-governador e oficializou Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) como candidatas ao Senado.

Ao longo do discurso, Lula definiu a chapa paulista como “uma das melhores da história”. Segundo o presidente, São Paulo vive uma oportunidade histórica de eleger gestores experientes e comprometidos com o interesse público. O presidente fez uma defesa da trajetória de Haddad, classificando-o como “o melhor ministro da Educação” e “o melhor ministro da Economia” que o Brasil já teve.

Lula conectou a gestão de Haddad na Fazenda a resultados como a menor taxa de desemprego da história, o crescimento da economia acima de 3% nos três primeiros anos do governo, o aumento da renda dos trabalhadores, a valorização do salário mínimo acima da inflação e a aprovação da reforma tributária. “São Paulo tem uma chance histórica de colocar o melhor ministro da Educação que este país já teve para governar o estado e o melhor ministro da Economia que já tivemos”, afirmou.

Lula ao lado da militância durante a convenção que oficializou a chapa para o governo do estado e o senado e em São Paulo. Foto: Ricardo Stuckert

O presidente orientou a militância a apresentar aos eleitores a trajetória dos candidatos e suas realizações como principal resposta às campanhas de desinformação. “Quem tem biografia não pode ser resumido em poucos segundos de uma mentira nas redes sociais. É preciso contar a história para o povo saber quem são os nossos candidatos”, disse.

Ao falar dos demais integrantes da chapa, o presidente destacou a experiência administrativa de Márcio França, definiu Marina Silva como “a personalidade mais respeitada do mundo na pauta ambiental” e afirmou que Simone Tebet reúne capacidade de diálogo e experiência para fortalecer a representação paulista no Senado.

O presidente também citou avanços importantes em sua gestão, em áreas como educação, inclusão social, proteção ambiental, demarcação de terras indígenas e quilombolas e geração de empregos. Ao defender o legado das gestões petistas, afirmou que os programas sociais implementados desde 2003 representam a maior política de inclusão da história republicana brasileira.

Durante o pronunciamento, Lula voltou a defender o fim da escala 6×1, classificando a proposta como um novo avanço nos direitos trabalhistas, na mesma dimensão histórica da criação do salário mínimo e da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Na reta final do discurso, o presidente fez referência à soberania, disse que o processo eleitoral deve ser decidido exclusivamente pelos eleitores brasileiros e criticou qualquer tentativa de interferência externa nas eleições. No fim, convocou a militância a intensificar a mobilização até outubro e declarou que a convenção marcou o início da caminhada eleitoral em São Paulo. “Hoje começou a nossa caminhada para recuperar o Estado de São Paulo”, concluiu.

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