O acordo de livre comércio entre Mercosul e Singapura entra em vigor neste próximo sábado, 1º de agosto, e marca mais um avanço da política externa e comercial do governo do presidente Lula para ampliar mercados aos produtos brasileiros e fortalecer a inserção do país na economia global.
O decreto presidencial que promulga o acordo foi publicado no Diário Oficial da União de terça-feira (28 de julho). Com a entrada em vigor, empresas brasileiras passam a contar com regras mais simples e previsíveis para comercializar com Singapura, um dos principais centros logísticos e financeiros da Ásia.
O acordo prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação, além da harmonização de regras que facilitem o comércio entre os países. A expectativa é ampliar oportunidades para exportadores brasileiros, estimular investimentos e fortalecer a competitividade da indústria nacional.
TARIFA ZERO – Pelas regras negociadas, Singapura concederá acesso imediato com tarifa zero para todas as linhas tarifárias abrangidas pelo acordo, o que amplia o potencial de acesso dos produtos brasileiros ao mercado do país asiático. No Mercosul, a redução das tarifas ocorrerá de forma gradual para parte dos produtos, conforme cronograma estabelecido nas negociações.
UE e EFTA – O Acordo entre Mercosul e Singapura é o terceiro com dimensão significativa do bloco concluído ao longo desta gestão do Governo Federal. Outros dois importantes foram o acordo com a União Europeia, que simboliza 718 milhões de pessoas e Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente US$ 22,4 trilhões, e o acordo com a EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio, composta por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça), que une uma população de quase 300 milhões de pessoas e um PIB combinado superior a US$ 4,3 trilhões.
641 MERCADOS – A volta do Brasil como protagonista no cenário internacional ao longo do mandato do presidente Lula também se traduziu em oportunidades concretas de negócios e resultou num recorde histórico. São 641 mercados abertos para 368 produtos nacionais em 91 países, blocos e territórios. Foram 78 em 2023, 222 em 2024 e 225 em 2025, além de 116 em 2026 (até junho). Na comparação entre 2025 e 2022, quando houve apenas 53 aberturas de mercado, o crescimento é de 324%. Mesmo num cenário de tarifas e unilateralismo, a diplomacia presidencial abre portas, gera postos de trabalho qualificados e blinda a economia interna diante de cenários de protecionismo global.


