Dados do IBGE e do Novo Caged mostram ainda recorde na população ocupada, com 103 milhões de brasileiros, e crescimento da renda média dos trabalhadores
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, divulgada nesta quinta-feira (30), mostrou que a taxa de desemprego caiu para 5,4% no trimestre encerrado em junho, o menor índice já registrado para o período desde o início da série histórica, em 2012.
O resultado reforça o cenário apontado pelo Novo Caged, divulgado na quarta-feira (29), que registra a criação de mais de 5,3 milhões de postos de trabalho com carteira assinada entre janeiro de 2023 e junho de 2026.
Os dois levantamentos confirmam a continuidade da geração de emprego e a redução da desocupação no país. Enquanto o Novo Caged reúne os registros administrativos de admissões e desligamentos informados pelas empresas, a Pnad Contínua acompanha, por meio de pesquisa domiciliar, a situação da população no mercado de trabalho.
EMPREGOS FORMAIS – Apenas em junho de 2026, o saldo foi de 145,2 mil novas vagas, com resultado positivo em 25 das 27 unidades da Federação e nos cinco grandes setores da economia. O setor de Serviços liderou a geração de empregos no mês, com 74,5 mil vagas, seguido pela Agropecuária, que registrou 22,9 mil novos postos de trabalho.
O desempenho também se reflete no estoque de empregos formais no país. Entre dezembro de 2022 e junho de 2026, o número de vínculos com carteira assinada passou de 42,7 milhões para 48 milhões, crescimento de 12,5% no período. No primeiro semestre deste ano, são 921 mil vagas com carteira assinada.
MENOR DESOCUPAÇÃO – Além da taxa de desocupação de 5,4%, a população ocupada alcançou 103,1 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica da Pnad Contínua. Já o rendimento médio real habitual chegou a R$ 3.738, alta de 2,8% em relação ao mesmo período de 2025.
Os dados também mostram uma redução expressiva no número de brasileiros em busca de trabalho. A população desocupada caiu para 5,9 milhões de pessoas, uma redução de 718 mil em relação ao trimestre anterior, equivalente a uma queda de 10,9%. Na comparação com o mesmo período de 2025, são 392 mil pessoas a menos nessa condição.


