Brasil supera marca de 10 milhões de empregos formais no governo Lula

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Crescimento no período foi de mais de 19%. Informações da RAIS de  junho indicam o estoque de 62,89 milhões de vínculos formais, com avanço em todas as regiões e maior participação das mulheres

“Não houve, no nosso mandato, nem um ano em que o desemprego tenha sido maior do que a geração de empregos.” A frase do presidente Luiz Inácio Lula da Silva resume uma trajetória que agora ganha novos contornos. Desde janeiro de 2023, o Brasil somou 10,1 milhões de vínculos formais, entre trabalhadores com carteira assinada (5,3 milhões) e agentes públicos nas três esferas (4,7 milhões), crescimento de 19,1% em três anos e meio. Com isso, o país chegou a 62,89 milhões de vínculos formais em junho de 2026. Somente neste ano, foram 2,46 milhões a mais, alta de 4,1%.

Os dados são da RAIS Mensal de junho, divulgada nesta quinta-feira (13/8), durante cerimônia no Ministério do Trabalho e Emprego. Do estoque atual, 48,15 milhões correspondem a empregados celetistas e trabalhadores temporários e 14,31 milhões a agentes públicos.

Durante o evento, Lula lembrou os empregos gerados em seus mandatos anteriores. “Se somar os 22 milhões criados no mandato anterior com 10 milhões agora, vamos para 32 milhões”, afirmou. Para ele, o avanço tem significado especial por estar associado à redução do desemprego, o menor da série histórica (5,4% no trimestre encerrado em junho) e à circulação de renda na economia, com ganho real superior a 10% no salário mínimo.

O presidente relacionou ainda a geração de emprego à circulação de renda e à melhoria das condições de vida das famílias. Ao abordar consumo e endividamento, defendeu o uso responsável do crédito, especialmente para gastos que contribuam para o bem-estar ou para a formação de patrimônio. “Nós precisamos educar as pessoas para gastar somente aquilo que é possível pagar e que está dentro da possibilidade”, disse.

SERVIÇOS LIDERAM – O setor de Serviços concentrou o maior crescimento absoluto desde 2023, com 8,45 milhões de vínculos adicionais, alta de 28%. Com isso, passou a reunir 38,26 milhões de postos e elevou sua participação no mercado formal de 56,5% para 60,8%. Dentro do setor, administração pública, educação, saúde e serviços sociais tiveram crescimento de 6 milhões de vínculos, ou 42%. As atividades de informação, comunicação, financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas somaram outros 1,5 milhão.

A Indústria ganhou 832 mil vínculos e alcançou 9,15 milhões de empregos. Na Construção, foram 357 mil a mais, chegando a 3 milhões. O Comércio registrou acréscimo de aproximadamente 340 mil vínculos, enquanto a Agropecuária ganhou 88 mil.

REGIÕES – Todas as regiões registraram expansão. Em números absolutos, o Sudeste liderou, com 3,78 milhões de vínculos adicionais, seguido pelo Nordeste, com 2,69 milhões. Proporcionalmente, os maiores crescimentos ocorreram no Norte (34,7%) e Centro-Oeste (28,6%), à frente de Nordeste (27,6%), Sudeste (14,6%) e Sul (12,3%).

ESTADOS – São Paulo teve o maior saldo absoluto entre os estados, com 1,64 milhão de novos vínculos, seguido por Minas Gerais (1,29 milhão), Rio de Janeiro (683 mil), Distrito Federal (649 mil) e Bahia (641 mil). Em termos percentuais, destacaram-se Roraima (70%), Distrito Federal (52%), Amapá (48,8%), Tocantins (46%) e Piauí (39,5%).

MULHERES – O estoque de vínculos femininos cresceu 25% desde janeiro de 2023 e chegou a 29 milhões. Entre os homens, o avanço foi de 14,5%, para 33,71 milhões. Com isso, a participação das mulheres no total de vínculos formais passou de 44,5% para 46,4%.

ESCOLARIDADE – Entre os trabalhadores com ensino médio completo, foram 5,7 milhões de vínculos adicionais, alta de 20,3%. Considerando os trabalhadores com formação superior, o estoque passou de 11,8 milhões para 15,2 milhões, crescimento de 29,1%.

IDADE – A expansão também atravessou diferentes gerações. Jovens de até 24 anos conquistaram 990 mil vínculos, chegando a 8,30 milhões. Entre trabalhadores de 40 a 49 anos, o acréscimo foi de 3,05 milhões; na faixa de 50 a 64 anos, de 3,26 milhões. Já entre pessoas com 65 anos ou mais, o crescimento proporcional chegou a 73,6%.

DIVERSIDADE – A RAIS também aponta aumento dos vínculos entre diferentes grupos de raça ou cor. O estoque entre trabalhadores pardos chegou a 27,34 milhões; entre brancos, a 26,88 milhões; e entre pretos, a 4,66 milhões. 

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