02 de maio de 2022

É uma vergonha atrás da outra! Nesta segunda (2), a Alemanha anunciou que iria convidar quatro países em desenvolvimento para a cúpula do G7, o Grupo dos Sete, uma organização composta pelo país ao lado das outras maiores economias do mundo: Canadá, França, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos. Todos os anos, lideranças se reúnem para debater questões importantes do cenário global, como economia, segurança e a pandemia de covid-19, que toma decisões de importância global.

E, pelo terceiro ano seguido, o Brasil foi esnobado. Também pudera: com a política externa que apequenou o país e a política econômica desastrosa que elevou a inflação a um novo recorde e rebaixou o Brasil à 13ª economia mundial, além dos constantes ataques à democracia e seus posicionamentos autoritários, Jair Bolsonaro não teria muito o que apresentar. Um dos responsáveis por esse vexame é Ernesto Araújo.

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Antes uma figura inexpressiva dentro da carreira diplomática, Ernesto virou testa de ferro de Bolsonaro e foi à farra. Atuou para desmontar a imagem internacional do Brasil, desempenhou um papel vergonhoso no combate à pandemia de covid-19 e trouxe para a pasta sua ideologia de extrema-direita e as atitudes servis ao então presidente americano Donald Trump. Com ele, o Itamaraty é hoje visto como “menor” do que em anos anteriores, com atuação fragmentada e preconceituosa (especialmente contra a China), dizem diplomatas e analistas.

O ex-chanceler acha engraçado termos perdido os lugares calcados durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff no cenário internacional: “Se a diplomacia faz de nós um pária internacional, então que sejamos esse pária“, debocha. Mas não se responsabiliza pelo rastro de destruição que deixou na política externa, com o desmonte do Itamaraty e ações que vão de encontro a todos os interesses nacionais.

Para impedir a destruição de tudo o que sonhamos e ousamos transformar em realidade, é muito importante usarmos nossas vozes unidas mais uma vez nas eleições de outubro. O prazo para regularizar ou tirar o título de eleitor acaba nesta semana, no dia 4 de maio! E pode ser feito online, confira o tutorial.

+ Como denunciar mentiras e fake news do bolsonarismo

Com Lula, passaporte brasileiro era motivo de orgulho

Lula posa ao centro na foto oficial do G8, em 2018, na foto de Ricardo Stuckert

Desde sua primeira gestão como presidente, Lula sempre interpretou de forma coerente o cenário mundial, e, numa política que prosseguiu até Dilma, o país diversificou de forma relevante suas parcerias econômicas e comerciais. A participação do Brasil superou em muito a média de crescimento mundial, e aumentou seu superávit comercial. Isso graças a uma nova política externa, que priorizou a cooperação Sul-Sul, a integração regional e o fortalecimento do Mercosul, a articulação dos países em desenvolvimento em negociações da OMC e a construção de parcerias estratégicas com os BRICS. Ao lado de Rússia, Índia, China e África do Sul, abriram-se importantes parcerias estratégicas, e o Brasil assumiu novo protagonismo internacional.

Lula na reunião ampliada da cúpula do G8 em 2003 (Foto: Reprodução)

Com Lula, o Brasil se tornou um interlocutor ativo nos foros internacionais, e em 2003 participou do primeiro evento das economias desenvolvidas, quando Jacques Chirac convidou o país e outros emergentes para a cúpula em Evian que, naquele momento, era conhecida como G8.

O Brasil fez parte dos eventos de 2005, na Escócia. Em 2006, Angela Merkel uma vez mais convidou o Brasil para a cúpula que ela organizava, algo que se repetiu no ano seguinte no Japão e em 2008 na Itália, lembra o UOL.

Lula transformou o Brasil em um importante interlocutor com as principais lideranças internacionais na reunião do G8 em 2018

A auto-estima que move montanhas

Nessas ocasiões, Lula não batia continência para presidente de outro país, como fez Bolsonaro com suas lamentáveis declarações durante as eleições americanas. Lembre essa aula de diplomacia dada pelo ex-presidente em Evian: