08 de novembro de 2021

Em 8 de novembro de 2019, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era finalmente libertado da prisão política, fruto do intenso lawfare (perseguição judicial com a utilização de leis como arma política) de que foi vítima. Ao longo dos 580 dias em que esteve preso injustamente, Lula jamais aceitou trocar sua dignidade pela liberdade. O ex-presidente sempre acreditou na Justiça e tinha a certeza de que a farsa que levou à sua prisão seria desmascarada. O tempo deu razão a Lula e a verdade venceu: todas as sentenças contra ele foram anuladas, o ex-juiz Sérgio Moro foi considerado suspeito pelo STF e as 21 vitórias judiciais consecutivas atestam a inocência de Lula.

Em seu discurso histórico para uma multidão em São Bernardo do Campo, momentos antes de ser preso, Lula afirmou:

“Vocês vão perceber que eu sairei dessa maior, mais forte, mais verdadeiro e inocente. Porque eu quero provar que eles que cometeram um crime. Eu vou lá nas barbas deles pra eles saberem que eu não tenho medo, pra eles saberem que eu não correr e pra eles saberem que eu vou provar a minha inocência”.

Lula não apenas provou sua inocência como sua defesa conseguiu comprovar a suspeição de Moro. O STF determinou a anulação de todas as provas forjadas no âmbito da Lava Jato. Desde a prisão de Lula, Sérgio Moro continuou sua atuação política e tornou-se ministro de Jair Bolsonaro, principal beneficiado pela manobra ilegal de retirar Lula (líder das pesquisas de intenção de voto) da corrida eleitoral de 2018.

Hoje, dois anos depois da libertação de Lula, Moro é pré-candidato à presidência. Dallagnol, procurador responsável pelo power point das convicções, é pré-candidato a uma vaga no Congresso pelo mesmo partido, que também reúne outras candidaturas dos membros da força tarefa da Lava Jato. O “partido da Lava Jato” sempre teve interesses políticos, que não passam pela verdade nem pela Justiça.

A tempestade passa e a verdade fica. Lula venceu 21 vezes na Justiça, mantém seu papel de principal liderança política brasileira e segue mostrando que o Brasil tem jeito.

As palavras que Lula proferiu em São Bernardo seguem ressoando:

“Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas. Mas jamais conseguirão deter a chegada da primavera. E nossa luta é em busca da primavera”.

Assista ao vídeo: