01 de outubro de 2021

Em 30 de setembro de 2019, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva escreveu mais uma carta ao povo brasileiro, recusando-se a trocar sua dignidade por sua liberdade. Lula, que estava preso injustamente, vítima do lawfare implacável promovido pelo ex-juiz Sérgio Moro e pela força tarefa da Lava Jato, não aceitou barganhar seus direitos por sua liberdade. 

Na carta, Lula, preso há 541 dias, recusou-se a aceitar a proposta de progressão da pena para o regime semi-aberto, feita pelo Ministério Pública. Preferiu seguir preso, defendendo a verdade. 

“Tenho plena consciência das decisões que tomei nesse processo e não descansarei enquanto a verdade e a justiça não voltarem a prevalecer”, disse Lula. 

O tempo provou que Lula era inocente e seus acusadores eram os suspeitos. A verdade venceu e Lula manteve sua dignidade, sua consciência limpa de presidente que mais fez pelo Brasil e recuperou sua liberdade por meio da Justiça. 

Em 23 de junho de 2021, em decisão histórica, o plenário do Supremo Tribunal Federal confirmou que Moro era suspeito para julgar Lula e considerou nulas todas as condenações e todas as supostas provas fabricadas pela Lava Jato.

Leia a íntegra da carta:

Ao povo brasileiro,

Não troco minha dignidade pela minha liberdade. 

Tudo que os procuradores da Lava Jato realmente deveriam fazer é pedir desculpas ao povo brasileiro, aos milhões de desempregados e à minha família pelo mal que fizeram à democracia, à justiça e ao país. 

Quero que saibam que não aceito barganhar meus direitos e minha liberdade. 

Já demonstrei que são falsas as acusações que me fizeram. São eles e não eu que estão presos às mentiras que contaram ao Brasil e ao mundo. 

Diante das arbitrariedades cometidas pelos procuradores e por Sergio Moro cabe agora a Suprema Corte corrigir o que está errado, para que haja justiça independente e imparcial. Como é devido a todo cidadão.

Tenho pela consciência das decisões que tomei nesse processo e não descansarei enquanto a verdade e a justiça não voltarem a prevalecer. 

Curitiba

30/09/2019

Luiz Inácio Lula da Silva