18 de junho de 2022

Cada vez que o bolsonarismo se sente acuado, inúmeras fakes “surgem” nas redes sociais. Em ações coordenadas, a milícia digital posta conteúdo, faz disparos em massa e afoga os usuários de redes em informações falsas.

Quando os gastos abusivos do cartão corporativo do Bolsonaro vieram à tona, mentiras sobre o patrimônio de Lula encheram as caixas de mensagens de todos nós.

@verdadenarede

Ratanabá: por que o bolsonarismo faz isso? 🇧🇷 Entre nos grupos de WhatsApp do @verdadenarede e ajude a defender a democracia. #Verdadenarede #VamosjuntospeloBrasil #ratanaba #ratanabaamazonia #forabolsonaro

♬ som original – verdadenarede

Mas nem só de fake-raiz vivem os robôs. Eles se especializaram em criar boatos relacionados às notícias do momento, só para desviar as atenções. Foi assim com os assassinatos de Bruno Pereira e Dom Phillips. Com temas como “garimpo”, “pesca ilegal”, “preservação da Amazônia” e “defesa dos povos originários” associados à esta brutalidade, começaram a aparecer postagens, cada vez mais fortes, sobre Ratanabá. Assunto que acabou entrando nos mais comentados do Twitter.

Mas quê que é isso? Ratanabá seria uma terra ancestral no subterrâneo da Amazônia, como uma Atlântida da floresta. Curioso, o assunto chama a atenção e concorre, em termos de algoritmos, com as principais palavras buscadas em a Bruno e Dom.

Ou seja: mesmo sem uma fake raiz, os robôs precisaram puxar pra si a atenção dispensada à tragédia. E teve gente que caiu.

Isso é o que a gente chama de isca.

Agora a gente se pergunta: por que será que o Gabinete do Ódio teve que fazer isso?