25 de outubro de 2018

Na quarta-feira (24/10), a campanha de Jair Bolsonaro foi à TV e mentiu para você. Mais uma vez, o candidato do PSL debochou dos eleitores e eleitoras brasileiras e tentou enganá-los com mais uma mentira sobre o suposto “kit gay”, que nunca existiu.

Essa nova mentira, atrás da qual Bolsonaro se esconde, agora diz que um filme que mostraria um beijo lésbico seria transmitido para “criancinhas a partir de 6 anos na escola”. É um absurdo! Essa cena não existe, nunca existiu!

Por conta disso, a coligação O Povo Feliz de Novo apresentou pedido de direito de resposta contra a propaganda junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que isso seja explicado o mais rapidamente possível e as devidas providências sejam tomadas.

“Ao veicular tal afirmação”, diz o texto da representação, “o candidato Jair Bolsonaro insere proposta, sem qualquer legitimidade, no plano de governo da coligação O Povo Feliz de Novo, hipótese que se afigura absurda. Não pode o representado, em rede nacional, estimular sentimentos de temor em um sem-número de eleitores a partir de informações falsas, como ocorrido na propaganda impugnada”.

O que está por trás dessa propaganda é alarmante: Bolsonaro não desrespeita só seu opositor e a Justiça Eleitoral, que já o proibiu de falar essas mentiras, mas desrespeita seu voto, sua família e seus filhos. Ele tenta manipular o seu carinho e a sua preocupação com a educação das suas crianças e usá-lo contra o seu adversário.

Toda vez que fala em “kit gay”, Bolsonaro manipula com desprezo a sua família para conseguir o que quer. Você merece um candidato melhor. 

Na representação apresentada à Justiça Eleitoral, a coligação repudia a tentativa de “incutir medo em pais e mães de filhos pequenos com as informações cuja falsidade foi demonstrada [ao afirmar] a um sem-número de eleitores que é plano de governo da Coligação O Povo Feliz de Novo implementar projeto que desrespeita ‘a família brasileira’ e a ‘inocência da criança'”.

Fernando Haddad e Manuela D’Ávila não vão admitir isso! Uma candidatura séria e com propostas reais e efetivas para cuidar das nossas crianças e das escolas não se rebaixará ao nível baixíssimo proposto pelo adversário. Nem as crianças brasileiras estão a salvo de serem usadas de forma vil para saciar a sua sede de poder.

Bolsonaro já foi proibido pela justiça eleitoral de continuar com suas mentiras sobre o suposto “kit gay”. Bolsonaro já tentou censurar os jornais e portais que noticiaram a proibição judicial de que continuasse usando mentiras para manipular a opinião pública. Agora inventa uma nova mentira para manipular os pais e mães brasileiros? Isso é inadmissível.

Bolsonaro deveria aproveitar melhor o tempo que tem livre, já que se recusa a participar de debates, para compor um plano de governo sério e apresentá-lo à sociedade. Bolsonaro deveria também refletir sobre começar a agir mais como um cristão temente a Deus, o que ele diz ser, mas não demonstra. Poderia se inspirar, por exemplo, no que se lê em João 8:4, em que Jesus diz que “o diabo é o pai da mentira”:

“Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira”.