05 de maio de 2022
Foto: Ricardo Stuckert

Durante seu discurso na manhã de hoje, 5, na visita a Vila Soma, uma ocupação que está virando bairro em Sumaré (SP), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou funcionários e funcionárias do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente por sua atuação durante a pandemia de Covid-19. Para Lula, a ação desses profissionais de saúde ajudou o país a ter menos perdas de vidas humanas, apesar da desastrosa atuação do governo Bolsonaro na crise sanitária, que resultou em mais de 664 mil mortes no Brasil.

“O pessoal do SUS é um pessoal que merece respeito, porque como temos um presidente genocida, que não cuidou da Covid com o respeito que deveria cuidar, se a gente não tivesse o SUS, a gente teria perdido mais de um milhão de pessoas”, afirmou Lula. O Brasil é o segundo país com mais mortes por Covid-19 registradas no mundo. O número que pode ser ainda maior que 664 mil por conta da subnotificação.

O ex-presidente também afirmou que a situação atual do Brasil é resultado da campanha de ódio movida contra ele e o PT durante anos, que foi encampada por setores da sociedade e colocou o país no atoleiro.

“O Brasil não deveria estar passando pelo que está passando. O que estamos colhendo hoje é o resultado do ódio e das mentiras que foram plantadas nas eleições de 2018. Foram muitas mentiras, muitas acusações, muita leviandade e ainda me prenderam para evitar que eu fosse candidato”, criticou. “Queria dizer para esse cidadão que por acaso é presidente: Vamos fazer uma campanha limpa, que não será agressiva e não vai ter fake news”.

Elogios ao SUS

Antes de Lula, o deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP), ex-ministro da Saúde nos governos petistas, também fez elogios à categoria e contou sobre duas vitórias obtidas ontem no Congresso Nacional. “Aprovamos na Câmara o piso nacional da enfermagem e, no Senado, aprovamos o piso nacional dos agentes comunitários de saúde”, comemorou.

Em seu breve discurso, o ex-ministro da Educação e pré-candidato petista ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, falou um pouco sobre as pessoas com quem conversou logo antes do evento, que contaram como as políticas do PT mudaram suas vidas.

“Na pequena caminhada que fizemos, umas seis pessoas abordaram o presidente (Lula), quatro formadas pelo Prouni e duas formadas pelo Fies. A médica do postinho da Vila Soma, que se formou graças ao Fies, não precisa pagar o financiamento justamente porque trabalha no SUS. Quando Lula era presidente, a gente conseguia pensar no Bolsa Família até a universidade, passando pela UPA, passando pela creche”, relembrou.