07 de abril de 2022
Foto: Ricardo Stuckert

O Dia Mundial da Saúde é comemorado todos os anos em 7 de abril. Foi nessa data, em 1948, que a Organização Mundial de Saúde (OMS) foi criada durante a primeira Assembleia Mundial de Saúde, promovida pela ONU. É uma ocasião para promover as principais demandas globais de saúde e, no Brasil, uma boa oportunidade para celebrar e defender o Sistema Único de Saúde (SUS), o maior sistema público de saúde do mundo.

Criado a partir do previsto na Constituição Federal de 1988, o SUS foi regulamentado por lei federal em 19 de setembro de 1990, e é o único sistema de saúde do planeta que atende mais de 190 milhões de pessoas, das quais 80% dependem totalmente dos serviços públicos. Nos piores e melhores momentos, os brasileiros de todas as origens podem utilizar o sistema.

Defensor do SUS desde sua criação, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem chamando atenção para a importância do sistema público e da valorização dos trabalhadores da saúde, principalmente durante a pandemia da covid 19. 

“Agora na pandemia, quem é que está salvando vidas? É o Estado, é o SUS. O SUS, que foi tão massacrado desde que foi criado, em 88. Você cansou de ver notícias contra o SUS. Agora, que precisou mostrar o que o SUS é, a gente deve a vida de milhões de brasileiros aos trabalhadores do SUS – às mulheres, às enfermeiras, aos atendentes, aos médicos que, com a sua dedicação, conseguiram provar a capacidade da saúde pública nesse país”, afirmou Lula, em uma entrevista recente.

Ao longo dos 13 anos dos governos Lula e Dilma, a saúde pública recebeu investimentos e programas importantes. Alguns, como o Mais Médicos, que levou médicos estrangeiros aos cantos mais necessitados do país, infelizmente não sobreviveram ao golpe de 2016 e à eleição do atual governo. Outros, como o SAMU, tornaram-se essenciais ao funcionamento da saúde pública nos municípios.

A saúde da família, por exemplo, teve uma imensa valorização, com aumento de 222% nos recursos entre 2003 e 2015, o que fez a cobertura dos agentes subir de 33% para 69% nesse período. Com isso, fatores essenciais de prevenção como a cobertura de vacinação infantil e as consultas pré-natal foram ampliadas, reduzindo drasticamente a necessidade de hospitalização de mulheres e crianças.

No total, até 2016, 15.720 obras de construção, ampliação e reformas das Unidades Básicas de Saúde tinham sido concluídas, com outras milhares nas fases de contratação e execução. Também foram essenciais programas como o Farmácia Popular, que dava grandes descontos e medicamentos de graça para a população, e o Brasil Sorridente, que levou cuidados odontológicos para milhões de brasileiros.

“Precisamos valorizar o SUS”

Nesta semana, com episódio envolvendo o modelo Rodrigo Mussi, ex-participante do reality show Big Brother Brasil, que se feriu gravemente em um acidente de carro na Marginal Pinheiros, em São Paulo,  a importância do sistema público de saúde nacional voltou a ser destacada. Em entrevista ao colunista Léo Dias, Diogo Mussi, irmão de Rodrigo, fez diversos elogios ao atendimento que o ex-BBB recebeu no Hospital das Clínicas de São Paulo, por meio do SUS.

“Sobre o hospital e os médicos que estão atendendo o meu irmão, não tenho um ‘a’ pra falar. É impressionante a capacidade, como a gente tem que valorizar o SUS. E enfatizo ainda mais: o fato dele ter chegado como desconhecido e ser tratado como foi (muito bem), só prova que ali quando alguém chega pra eles é só mais um paciente, que eles atendem da melhor maneira possível”, afirmou.

Segundo Diogo, o atendimento fez com que a família sequer cogitasse transferir Rodrigo para um hospital particular.  “Eles simplesmente fizeram o melhor pelo meu irmão e estão fazendo. Tem que ver o cuidado que eles estão tendo com a segurança também, é absurdo. Realmente, o HC, não sei como classificar isso. Mas precisamos valorizar o que a gente está tendo, o SUS, realmente. O HC é referência na América Latina em traumatologia. Então nunca houve a possibilidade dele ser transferido, isso não aconteceu”.