26 de julho de 2021

No Brasil de Bolsonaro, se alimentar com dignidade não é tarefa fácil. Uma simples ida ao mercado passou a ser um pesadelo para a maioria das famílias, por causa da alta absurda de preços dos alimentos.

Sob o comando de Bolsonaro, entre 2018 e 2020, 7,5 milhões de brasileiros passaram ao menos um dia inteiro se se alimentar (insegurança alimentar grave) e quase um quarto dos brasileiros (23,5%) passou por insegurança alimentar moderada (dificuldade e restrição no acesso a alimentos – não faz 3 refeições ao dia), um total de 49,6 milhões de pessoas.

Essas 7,5 milhões de pessoas em estado de insegurança alimentar grave representam quase o dobro do que se verificava entre 2014 e 2016. Esses dados fazem parte do relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo”, elaborado por 5 agências da Onu. E esse cenário é ainda mais grave quando consideramos a pandemia, o aumento do desemprego e a alta considerável de preços de itens como energia elétrica e gás de cozinha.

O combate à fome sempre foi uma obsessão dos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do PT. Em seu discurso de posse, em 2003, Lula afirmou: “se, ao final do meu mandato, todos os brasileiros tiverem a possibilidade de tomar café da manhã, almoçar e jantar, terei cumprido a missão da minha vida”. Prova disso é o fato de o Programa Bolsa Família e seus desdobramentos haverem tirado, pela primeira vez, o Brasil do Mapa da Fome, em 2014.

“Eu fiquei muito feliz quando a ONU anunciou que o Brasil tinha saído do mapa da fome.’, Lula