07 de janeiro de 2022

Levantamento divulgado nesta semana pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) aponta que o preço médio da gasolina vendida nos postos do país avançou 46% no acumulado de 2021.

O levantamento semanal da agência apontou que o preço médio do litro do combustível passou de R$ 4,517 entre 27/12/2020 a 02/01/2021 para R$ 6,618 entre 26/12/2021 a 01/01/2022. E o brasileiro sentiu no bolso os constantes aumentos na bomba. Em algumas regiões do Brasil, o litro já chegou a R$ 8.

O valor médio do litro do etanol registrou alta de 58% no ano passado. O preço do combustível foi de R$ 3,180 para R$ 5,063 no mesmo período. Entre o começo e o fim de 2021, o valor médio do litro do diesel foi de R$ 3,675 para R$ 5,336, o que representa uma alta de 45%. No mesmo intervalo, o preço médio do gás de cozinha de 13kg passou de R$ 75,29 para R$ 102, 28 — uma alta equivalente a 36%.

Como já mostramos aqui, o preço da gasolina pesa muito mais para os brasileiros do que para outros cidadãos do mundo. Aqui, encher um tanque de 40 litros com gasolina corresponde a 11 % do salário médio. Em países como Noruega e Dinamarca, que têm a terceira e a quinta gasolina mais caras do mundo, respectivamente, um tanque cheio equivale a menos de 2% da renda média mensal.

Essa alta constante dos preços advém da política de dolarização adotada pela Petrobras, que acompanha as flutuações da moeda estrangeira favorecendo acionistas e investidores internacionais. Enquanto isso, o povo brasileiro paga a conta. Em entrevista à rádio Gaúcha, em dezembro do ano passado, Lula voltou a afirmar que não manterá política de paridade de preços da Petrobras.

“Digo em alto e bom som: nós não vamos manter essa política de preços de aumento do gás e da gasolina que a Petrobras adotou por ter nivelado os preços pelo mercado internacional. Quem tem que lucrar com a Petrobras é o povo brasileiro”, falou Lula.

Bolsonaro, por sua vez, segue alternando o discurso entre culpar os governadores pelo preço da gasolina , mesmo com a incidência média do imposto estadual sendo a mesma de 2016, e culpar Lula (o presidente da gasolina a R$ 2,50). Enquanto isso, o povo paga a conta.