27 de setembro de 2018
General Mourão, vice de Bolsonaro

Chapa de Bolsonaro pretende acabar com o 13º, diminuir férias, fazer o trabalhador pagar mais imposto e acabar com aposentadoria 

Aos poucos, as propostas concretas da chapa de Jair Bolsonaro (PSL) para o futuro dos trabalhadores e trabalhadoras chegam a conhecimento público – e elas não são nem um pouco benéficas. Depois das revelações de Paulo Guedes, assessor econômico e guru de Bolsonaro, sobre os planos de acabar com a aposentadoria pública e de aumentar os impostos para quem ganha até R$ 15 mil, foi a vez do vice General Mourão soltar mais uma bomba: se eleitos, eles pretendem acabar com o 13º salário e diminuir os direitos trabalhistas relativos às férias.

Tal cenário é tenebroso para quem trabalha. Essas pessoas ficarão sem 13º salário, sem gratificação de férias, sem aposentadoria e pagarão mais impostos. Esse é um retrocesso histórico em direitos e conquistas alcançados após anos de luta.

Em palestra no Clube dos Dirigentes Lojistas (CDL), em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, no último dia 25, Mourão afirmou que o 13º salário e a remuneração de férias são “jabuticabas nas costas de todo empresário”: “como a gente arrecada 12 meses e pagamos 13? O Brasil é o único lugar onde a pessoa entra em férias e ganha mais”. O general falou ainda que a legislação brasileira “tem sempre aquela visão dita social, mas com o chapéu dos outros, não com o chapéu do governo”.

Ao falar dessa chamada “visão dita social”, Mourão avança para cima de direitos que nem mesmo Temer e suas reformas tiveram coragem de mexer. Aparentemente, se depender do governo de Bolsonaro, o povo trabalhador terá ainda menos garantias.

Vale lembrar que militares, como Mourão, não contribuem para a previdência: toda a contribuição é feita pela União.

O absurdo da declaração gerou fortes reações e o próprio Bolsonaro teve de se pronunciar no Twitter, na tarde desta quinta-feira (27/09), para tentar amenizar os impactos negativos de seu próprio programa de governo.

Durante os governos do PT, não apenas foram gerados 20 milhões de emprego, como também Lula e Dilma promoveram a valorização do salário mínimo – com aumento real de 77% e formalização recorde. Mais carteiras assinadas representam mais gente com acesso a direitos, como o 13º e as férias, que, graças ao crescimento real da renda, passaram a valer mais. Haddad, em seu governo, fortalecerá o salário mínimo e ampliará o crédito.