08 de agosto de 2018

Na manhã desta quarta (8/8), Fernando Haddad (PT), porta-voz de Lula e candidato a vice em sua chapa, deu entrevista à Rádio Jornal, de Recife. Ele reafirmou que a determinação do ex-presidente é que ele e Manuela D’Ávila (PCdoB) percorram o país levando a mensagem de Lula e discutindo o plano de governo.

Haddad disse que alguns dos objetivos centrais do novo governo Lula serão democratizar o crédito e o acesso à educação profissional e superior, além de gerar emprego. E relembrou que, como o Brasil já viveu esse tempo nos governos do PT, não se trata de promessa ou venda de ilusão. “O povo brasileiro sabe o potencial que o país tem desde que governado por alguém com compromisso social”, falou Haddad. Para o ex-prefeito de São Paulo, é preciso impedir o desmonte, a venda do patrimônio público e a restrição dos direitos do trabalhador promovidos por Temer. Democracia não é restringir direito de ninguém, é compatibilizar os direitos de todos.

Para Haddad, os principais adversários do PT não são pessoas, mas projetos de país. “Qual é o problema do país hoje? Esse projeto do Temer e do PSDB. Porque quem dá sustentação para o Temer é o PSDB: todas as reformas – reforma trabalhista, do Ensino Médio, cortes nos programas sociais – são obra do Temer com o apoio do PSDB”, disse Haddad, afirmando que conta com o apoio de Ciro Gomes (PDT) em um possível segundo turno. O ex-prefeito de São Paulo afirmou ter certeza de que o presidente Lula estará no segundo turno, se não ganhar as eleições no primeiro.

O candidato a vice-presidente lembrou que os professores merecem respeito da classe política, como fez Lula, que criou o Piso Nacional do Magistério trazendo dignidade a quem forma as futuras gerações. Haddad denunciou ainda das diversas violências contra professores pelos governos estaduais de São Paulo e do Paraná, ambos comandados pelo PSDB. E completou: “tem que partir das autoridades respeitar professor”.

Haddad também apontou que os governos do PT foram marcados por responsabilidade fiscal sem sacrificar os mais pobres: “nós mantivemos superávit primário, ajustamos conta pública. Tivemos responsabilidade com futuro ao país. Mas isso não significa afrontar direitos adquiridos. Precisamos fazer reformas sem sacrificar os mais pobres”.