14 de outubro de 2018
Foto: Ricardo Stuckert

No encontro com “Pessoas com Deficiência pela Democracia”, em São Paulo, na manhã deste domingo (14/10), o candidato à presidência Fernando Haddad assinou termo se comprometendo a colocar em prática políticas públicas no país voltadas às pessoas com deficiência.

O candidato lembrou o trabalho que realizou enquanto ministro da Educação, quando por meio de um trabalho intersetorial com vários outros ministérios, foi possível incluir mais de 400 mil crianças com deficiência nas escolas públicas de todo o país, por meio do programa BPC nas escolas (Benefício de Prestação Continuada), assegurando às crianças com deficiência seu direito de frequentar a escola e ter convívio social.  “Quero que as crianças que não têm deficiência possam conviver com crianças que tem. É conhecendo o diferente que formaremos cidadãos. A criança sem deficiência tem direito de conhecer e brincar com a que tem. Nosso desafio é amar o diferente, nos tornamos humanos nesse convívio”, disse Haddad.

Coletiva à imprensa

Após o encontro, Fernando Haddad falou aos jornalistas sobre a situação muito séria da campanha eleitoral, por conta das fakes news repetidamente divulgadas por seu adversário, o que classificou como um absurdo.

Haddad enfatizou a necessidade de a imprensa ajudar a combater tais mentiras. “É preciso colocar as coisas nos trilhos, para sairmos da campanha com liberdade e respeito”.

O candidato do PT também lembrou que faz um apelo a campanha de seu adversário para parar com essas notícias falsas e que ele alega que não pode se responsabilizar. Haddad, então, questionou: “mas quem está pagando por tudo isso? Custa barato fazer essa campanha pelo WhastApp? Quem é que paga?”

Haddad lembrou que não é assim que se faz campanha e que isso nunca aconteceu dessa forma no Brasil. “Não se ganha uma eleição dessa maneira. É ruim para o país. Vamos debater propostas. E tem uma razão para ele não participar de debates: porque ele não vai poder falar isso na minha cara. Não vai poder afirmar nada do que ele afirma pela internet, frente a frente. Ele não vai conseguir sustentar”.

Questionado sobre as afirmações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de que há um muro entre FHC e Bolsonaro e entre Haddad há apenas uma porta, o petista disse que se depender dele essa porta será aberta em nome da democracia, porque o mais importante hoje é garantir as liberdades democráticas que estão em risco no nosso país.

Ainda aos jornalistas, Haddad destacou que “o PT nunca violou o princípio democrático nos anos em que governou o país. Nenhuma instituição democrática foi enfraquecida. Quem tem de explicar o passado é meu adversário que defende a ditadura, que afirmou que a ditadura errou por torturar e não matar”.

Durante a coletiva, Haddad ainda falou sobre uma recente fake news (mentira) distribuída pelas redes sociais, sobre seu relógio custar 400 mil reais. O candidato petista esclareceu que o acessório foi um presente de sua família quando se elegeu prefeito e que, nem de longe, seu valor corresponde ao que está sendo divulgado. Também lembrou que não tem carro e agora inventaram que ele é dono de uma Ferrari.