19 de setembro de 2018

Na manhã desta quarta-feira (19/09), Fernando Haddad, candidato à presidência pela coligação “O povo feliz de novo”, concedeu uma entrevista para a Rádio Sociedade, da Bahia. Durante a conversa, Haddad falou sobre educação, combate à discriminação, direito das mulheres e sua relação com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Haddad disse que Lula é seu interlocutor permanente, e que o mundo inteiro ouve Lula, na condição de estadista internacional.  “Ter um estadista da categoria do Lula como amigo, à disposição do Brasil, só se eu fosse louco eu dispensaria seus conselhos. Lula é um estadista reconhecido internacionalmente, ele recebe visitas de chefes de Estado do mundo inteiro que vêm ouvi-lo.”

O candidato à presidência lembrou que Lula mandou um recado direto à Globo, após ser informado que a emissora havia trazido de volta à baila questionamentos sobre um suposto indulto. “Ontem mesmo, quando Lula soube que esse assunto voltou por pressão da imprensa, ele mandou de novo um recado para a Rede Globo: não quero indulto. Quero a minha inocência reconhecida pelos tribunais nacionais e internacionais”. Haddad falou ainda sobre a determinação da ONU que exigia que o Brasil garantisse a Lula seu direito de concorrer às eleições, desrespeitada pelo país. A ONU deve julgar o mérito do processo no início do ano que vem, comprovando que Lula não teve julgamento justo e foi condenado em um processo sem provas.

Haddad falou sobre a revolução que fez na educação no estado da Bahia, quando ministro de Lula.  O acesso ao ensino superior foi amplamente democratizado por meio dos novos câmpus de universidades e institutos federais em todo o estado. A interiorização e capilarização da educação superior impactou profundamente as vidas de milhares de baianos.  “Lula me falou: “Haddad, nosso plano  tem que ser centralizado em trabalho e educação”, disse.

O ex-ministro da educação  falou sobre a importância do combate a qualquer tipo de discriminação e violência, inclusive homofobia e racismo. Ele também falou sobre a discriminação contra famílias chefiadas por mães e avós, propagada pela chapa de Bolsonaro (PSL): “ao invés de um candidato a presidente dizer que vai apoiar mães e avós que criam suas famílias sozinhas, ele hostiliza essas mulheres”, disse Haddad. Ele  apontou que 40% das famílias brasileiras são chefiadas por mulheres – e vale ressaltar que os governos do PT promoveram uma série de políticas com recorte especial para esta população. O candidato do PT disse ainda que serão asseguradas oportunidades para todos e todas, por meio de programas como o Bolsa Família, o Luz para Todos, o Prouni e o crédito à agricultura familiar.

Haddad afirmou que a candidatura dele e de Manuela d’Ávila é a que mais defende os direitos das mulheres, respaldada por um histórico de governos do PT que promoveram grandes avanços na área – como por exemplo a aprovação da Lei Maria da Penha. No programa de governo, a proposta é reforçar o acompanhamento às mulheres agredidas.

Haddad afirmou que seu governo vai retomar os 12 anos de paz, prosperidade e democracia que o país já viveu nos governos de Lula e Dilma. Ele disse ainda que é dever da classe política zelar pelo bem estar da população, lembrando que, quando saiu da prefeitura de São Paulo, deixou R$ 5 bilhões em caixa para o governo de seu sucessor.

Ouça a íntegra da entrevista: