14 de setembro de 2018

Na noite desta sexta-feira (14/09), Fernando Haddad participou de “entrevista” no Jornal Nacional. Foram 62 interrupções durante pouco mais de 28 minutos em que o candidato petista foi submetido a perguntas tendenciosas, longamente formuladas por William Bonner e Renata Vasconcellos. Durante os 20 primeiros minutos, a pauta única foi o ataque ao Partido dos Trabalhadores por supostas denúncias de corrupção.

Além de interromper o candidato, os jornalistas seguidamente emitiram opiniões, colocaram palavras na boca de Haddad e fizeram interpretações tendenciosas e infundadas. Apenas aos 20 minutos de entrevista, Haddad pôde achar uma brecha entre os ataques para começar a falar sobre o enorme legado que construiu como ministro da Educação de Lula: expansão universitária e do ensino técnico, criação do Prouni e do Programa Caminho da Escola.

As interrupções não foram suficientes para calar Fernando Haddad: ele enfrentou as incoerências da Globo, denunciou os ataques e interrupções que estava sofrendo, e conseguiu, em meio ao fogo cruzado, apresentar uma parte do legado das transformações do PT. Haddad enfrentou o Jornal Nacional e saiu maior do que entrou.

De acordo com levantamento feito pela Revista Fórum, Alckmin foi interrompido somente 17 vezes em sua entrevista ao Jornal Nacional e Marina, 20 vezes. Ciro Gomes (34 vezes) e Bolsonaro (36 vezes) tiveram um número de interrupções um pouco acima daquele colocado para Alckmin e Marina, mas, ainda assim, bastante abaixo do enfrentado por Haddad.