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Depoimentos • Setembro de 2026 • 3 min de leitura

“Não tem trégua, é preciso investigar todos sem distinção”, defende Lula

Em entrevista à Record, presidente defende apuração de tudo o que for necessário na relação de integrantes da Suprema Corte com o Master e reforça compromisso com uma reforma no Judiciário

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“Não tem trégua, é preciso investigar todos sem distinção”. Essa é a posição defendida pelo presidente Lula, que ele reiterou em entrevista à TV Record nesta terça-feira (15.09). Em dia marcado por sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) para avaliar a conduta de ministros, Lula destacou que a Corte Suprema não pode perder credibilidade junto à população. Para ele, a instância máxima da Justiça tem que ser exemplo. “Então que se apure, se apure com todo rigor”, prosseguiu.

O presidente destacou que, agora, os ministros do STF têm as informações completas dos inquéritos do Banco Master, após a abertura dos sigilos, pedido reiteradamente defendido por Lula. “Não há ninguém, absolutamente ninguém, que possa fugir do julgamento quando tem suspeita ou acusação contra ele”, frisou. “O Fachin (Edson Fachin, presidente do STF) tem a faca e o queijo na mão para abrir tudo e saber quem fez o que na Suprema Corte. Não há como o povo brasileiro ver a Suprema Corte perder a credibilidade”, citou o presidente Lula.

“Abra o sigilo de telefone de todo mundo, aquilo que o André Mendonça tinha guardado como segredo de Estado e soltando aquilo que interessava para ele, agora pode ser aberto para toda a sociedade saber quem estava mentindo nisso”, completou Lula. “Vamos colocar o Brasil a nu e investigar para ver se a gente consegue fazer o Brasil, sabe, ser melhor para o povo brasileiro”, concluiu. 

REFORMA DO JUDICIÁRIO – Lula defendeu uma reforma profunda no Poder Judiciário, discutindo o tempo de mandato e o critério de escolha dos ministros do STF, por exemplo. “Como é que a pessoa pode ser escolhida? E tem que ter uma coisa clara: quem for ministro ou quem estiver no Poder Judiciário, não pode querer ficar rico”. 

O presidente ainda disse ser contrário a pessoas com laços de parentesco com os ministros do STF ter relações com a Corte. “As pessoas não podem estar no Poder Judiciário e um filho advogando, uma mulher advogando, um pai advogando, ou seja, na própria Suprema Corte. É preciso criar um critério de moralização do Poder Judiciário brasileiro”. 

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