04 de setembro de 2018

Orçamento do Brasil para 2019: Corte de 15 bilhões de reais nos recursos do Bolsa Família. Isso mesmo: quinze BI-lhões do programa não estão assegurados no orçamento do ano que vem. O Bolsa Família é reconhecido mundialmente, e foi responsável por tirar milhões de famílias da miséria nas últimas décadas no Brasil. Isso é consequência do teto dos investimentos públicos imposto por vinte anos ao Brasil por Temer e pelo PSDB.

Não bastasse o trágico incêndio no Museu Nacional e a decisão do STF a favor da terceirização irrestrita, o governo ilegítimo de Temer (integralmente apoiado e integrado pelo PSDB) agora decidiu atacar até o Bolsa Família.

 

Pois é. Até o programa com amplo reconhecimento no Brasil e no mundo está sob risco no Brasil comandado pelo governo do golpe.

Conforme noticiado pela mídia em geral, o Orçamento enviado por Temer ao Congresso Nacional deixa 50% dos recursos destinados ao Bolsa Família em suspenso. E, segundo a proposta, dependerão da aprovação de crédito suplementar por parte de deputados e senadores ao longo de 2019 para existir. Ou seja, 1 em cada 2 reais do programa não foi assegurado. Em números concretos: dos R$ 30 bilhões destinados ao programa, apenas R$ 15 bilhões estão garantidos.

Se o Congresso mantiver a proposta do Executivo sem ampliar os recursos para o programa, na prática, só há recursos para as famílias beneficiadas até junho de 2019. Ou seja, fica com o Congresso a responsabilidade de assegurar crédito suplementar. Ao que parece, o Bolsa Família agora se tornou supérfluo.

Ao mesmo tempo, o PSDB do candidato tucano à presidência, Geraldo Alckmin, segue como um dos principais apoiadores das medidas amargas adotadas por Temer. Um dos principais articuladores do golpe, o partido de Alckmin endossa, por exemplo, a política do governo ilegítimo de congelar os investimentos sociais pelos próximos vinte anos – o chamado “teto de gastos”.

Novo escondidinho tucano
Em entrevista publicada na sua edição deste domingo (2), o jornal Folha de S.Paulo pediu ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para comentar o fato de que os “aliados advogam que Alckmin deve esconder o PSDB” na campanha para presidente. O tucano respondeu: “não precisa nem deve, vai ser denunciado pelos outros. O PSDB não está no governo, este é o PMDB”.

A Folha, então, disse o óbvio (e que dizemos desde sempre): “O PSDB está com o Aloysio Nunes no governo e esteve após o impeachment”, referindo-se ao ministro das Relações Exteriores. A resposta de FHC é de cair o bico do tucano: “o povo não sabe, não se liga nisso”. Para o ex-presidente, “uma coisa somos nós, intelectuais, jornalistas, que vivemos nesse meio. Para o povo, tem que mostrar como é o Geraldo”. A fala é emblemática da divisão entre o PSDB e o povo.

Descalabro golpista
Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (03/09), em Curitiba, Fernando Haddad, candidato a vice-presidente da coligação “O povo feliz de novo”, resumiu a gestão Temer: “É um governo de descalabro”.

 

#AOVIVO Fernando Haddad relata conversa com Lula direto de Curitiba

Publicado por Lula em Segunda, 3 de setembro de 2018

 

Aludindo à tragédia do incêndio no Museu Nacional, Haddad afirmou que é “um governo que não tem o menor compromisso com o patrimônio histórico e não tem sequer com a saúde das pessoas”. E destacou: “Vejam aí o que está acontecendo com o Bolsa Família. O orçamento do ano que vem prevê 50% de corte. E joga nas costas do Congresso uma solução para o problema das famílias que mais precisam do Estado”.

Ex-ministro da Educação nas gestões Lula e Dilma e prefeito de São Paulo entre 2013 e 2016, Haddad ressaltou que “os reajustes estão sendo dados para o funcionalismo da cúpula”, ao passo que o salário mínimo teve um reajuste inferior à inflação e o Bolsa Família pode ter um corte dessa dimensão. “Esse enorme sofrimento é mais uma notícia patrocinada pelo governo Temer, por esse descaso com tudo que é importante para o Brasil”.