13 de agosto de 2018

A Marcha Nacional Lula Livre, com mais de 5 mil integrantes, aproxima-se cada vez mais de Brasília para acompanhar o registro da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República, no próximo dia 15, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nesta segunda-feira (13), quarto dia de caminhada, as três colunas que compõem a marcha deixaram seus acampamentos por volta das 6h30 e caminharam cerca de 15 km rumo à Brasília. O movimento tem como objetivo denunciar as injustiças cometidas contra Lula, defender os direitos da classe trabalhadora e exigir a manutenção de políticas públicas destruídas por Michel Temer.

Por volta das 13h, militantes de todas as colunas já haviam chegado em seus locais de destino. Os militantes da Coluna Prestes, com trabalhadores do Sul e do Sudeste, almoçaram em um acampamento próximo ao aeroporto de Brasília, onde descansam e passam a noite.

Já os marchantes da Coluna Tereza de Benguela, com integrantes das regiões Norte e Centro-Oeste, passam o dia dialogando com a população que mora no entorno da Rodovia Interestadual sobre os retrocessos praticados pelo atual governo, após percorrerem nessa manhã a BR-60.

No último dia antes de chegarem a Brasília, os trabalhadores da Coluna Ligas Camponesas, com a delegação dos estados do Nordeste, descansam em um acampamento na Granja do Torto. Nessa manhã, os marchantes caminharam por mais de 15 km pela BR-020.

Adolfo Pérez Esquivel, ativista de direitos humanos argentino, Nobel da Paz de 1980, passou nesta segunda-feira pelas três colunas da Marcha Lula Livre. “Trago aqui o apoio, não somente meu, mas do povo da América Latina e do mundo. Venho trazer a solidariedade e a unidade, queremos Lula Livre”, disse.

Evanir Araújo, dirigente nacional do MST-MT, encerrou o quarto dia de atividades com a seguinte mensagem: “Marchar é mostrar com os pés o que dizem nossos sentimentos”.