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Presidente Lula de camisa branca e chapéu cumprimenta militância do PT em convenção nacional
Fotógrafo: Ricardo Stuckert

Educação • Agosto de 2026 • 3 min de leitura

Lula defende plano de dez anos para transformar o Brasil com foco em educação

Presidente afirmou que país precisa ampliar a formação de profissionais em áreas estratégicas

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (2/08), durante a Convenção Nacional do PT, que o Brasil precisa abandonar a lógica de investimentos pontuais e assumir um compromisso de longo prazo com a educação. Ao defender a implementação das metas do novo Plano Nacional de Educação (PNE), Lula disse que será necessário garantir recursos permanentes para cumprir os objetivos definidos para a próxima década. 

“Nós vamos ter que aprovar uma coisa especial para garantir que em dez anos a gente resolva o problema da educação nesse país, porque sem educação a gente não chegará aonde nós temos o direito de chegar”, afirmou.

Segundo o presidente, a educação deve deixar de ser tratada como uma política sujeita às oscilações do orçamento e passar a integrar um projeto permanente de desenvolvimento nacional. 

“Eu sou candidato pela quarta vez para resolver definitivamente o papel da educação nesse país”, declarou. Lula também defendeu que o país estabeleça prioridades capazes de atravessar governos. 

“O Plano Nacional de Educação propõe metas para os próximos dez anos. Isso significa que a gente não pode ficar chorando atrás da miséria que sobra do orçamento”, disse.

Como exemplo de política pública voltada à permanência dos estudantes na escola, Lula destacou o Pé-de-Meia. Segundo ele, o programa já beneficiou 7,2 milhões de estudantes em todo o país ao oferecer incentivo financeiro para que jovens concluam o ensino médio.

“O que fizemos foi garantir que as meninas e os meninos não desistissem da escola para ajudar no orçamento da família. Muita gente dizia que era gasto. Eu disse: educação não é gasto, educação é investimento”, afirmou.

Para reforçar o argumento, o presidente comparou os custos da educação e do sistema prisional. Segundo Lula, um estudante de um Instituto Federal custa cerca de R$ 16 mil por ano ao poder público, enquanto um preso no sistema prisional comum custa aproximadamente R$ 35 mil anuais. Em presídios de segurança máxima, acrescentou, esse valor pode chegar a R$ 40 mil por mês. “É mais barato investir em educação do que gastar com prisão. E quem pode ir para a prisão é esse jovem se a gente não der oportunidade”, disse.

Lula também associou a política educacional ao desenvolvimento tecnológico e industrial. Para ele, o Brasil precisa ampliar a formação de profissionais em áreas estratégicas, como matemática, engenharia, inteligência artificial e pesquisa científica. “Temos que formar cientistas. Investir muito mais em matemática, em inteligência artificial”, afirmou. O presidente defendeu ainda que estudantes brasileiros busquem conhecimento no exterior quando necessário, para aplicar esse aprendizado em áreas de interesse nacional.

Ao citar a produção de baterias elétricas, drones e o aproveitamento das chamadas terras raras, Lula argumentou que o país deve investir mais em ciência, tecnologia e qualificação profissional para agregar valor às riquezas nacionais e ampliar sua capacidade de inovação. 

“Por que um país do tamanho do Brasil não pode fazer bateria elétrica? Nós temos que investir em conhecimento científico e tecnológico para sermos donos da nossa capacidade de produzir, transformar e inovar”, afirmou.

Ao encerrar o discurso, o presidente voltou a defender um planejamento de longo prazo para o país. “Nós precisamos definir aquilo que é prioridade para o país, aquilo que nós precisamos entregar. Num projeto de dez, de quinze anos. Porque sem educação, sem ciência e sem tecnologia, o Brasil não chegará onde tem o direito de chegar”, afirmou.

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