Campo progressista celebra unidade inédita desde o primeiro turno presidencial

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Edinho Silva, presidente do PT, durante a convenção nacional do partido: união inédita dos partidos progressistas em torno de uma mesma candidatura presidencial no primeiro turno. Foto: Ricardo Stuckert

Pela primeira vez desde a redemocratização, em 1989, os sete principais partidos do campo progressista chegam à disputa presidencial unidos em torno de uma única candidatura desde o primeiro turno. A Convenção Nacional do Partido dos Trabalhadores, neste domingo (2.8), em São Paulo, oficializou a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição e consolidou uma aliança formada por PT, PCdoB, PV, PSOL, Rede, PSB e PDT. A chapa repete a composição de 2022, com Geraldo Alckmin (PSB) na vice-presidência.

A convenção foi marcada por um discurso convergente entre as lideranças das diferentes legendas. Elas destacaram a defesa da democracia, da soberania, da justiça social e da continuidade de políticas implementadas nos últimos anos. As falas reforçam a ideia de que a unidade do campo progressista é condição para enfrentar os desafios da campanha e da governabilidade.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que a eleição representa uma escolha sobre o futuro do país e seu papel no cenário internacional. Para ele, o Brasil decidirá entre projetos opostos de desenvolvimento e democracia. “O presidente Lula fez a sua parte. Recuperou o Brasil e pavimentou o nosso caminho. Agora é a nossa vez. É hora de unidade, organização e luta para construir um Brasil soberano que pertença a todas as brasileiras e brasileiros”.

“Todos os que prezam a soberania nacional nos unimos em torno de Lula, capaz de derrotar a extrema direita e construir um futuro promissor para o povo brasileiro”

Nádia Campeão, presidente do PCdoB

A presidente do PCdoB, Nádia Campeão, definiu a disputa como uma das mais importantes da história recente do país e destacou que a união das forças progressistas representa um compromisso com a soberania nacional e os direitos da população. Segundo ela, Lula reúne experiência, compromisso social e capacidade de liderar uma nova etapa de desenvolvimento. “Todos os que prezam a soberania nacional nos unimos em torno de Lula, capaz de derrotar a extrema direita e construir um futuro promissor para o povo brasileiro”, afirmou.

Representando o Partido Verde, o vice-presidente da sigla, Reynaldo Nunes, ressaltou que a aliança reúne partidos comprometidos também com o desenvolvimento sustentável. “A reeleição do presidente Lula é fundamental para os verdes e para o povo brasileiro, porque garante estabilidade, inclusão social e compromisso com a sustentabilidade”, disse.

O presidente nacional do PSB, João Campos, lembrou a trajetória histórica da legenda ao lado de Lula e destacou que o partido foi o primeiro a anunciar apoio à reeleição. Segundo ele, a presença de Geraldo Alckmin na chapa demonstra a amplitude da coalizão. “Nós temos a maior e mais sólida aliança da política brasileira. Nesta eleição é preciso ter lado: o da justiça social, do desenvolvimento e de um Brasil soberano”, afirmou.

Pelo PDT, o presidente Carlos Lupi relacionou o apoio à candidatura à tradição trabalhista construída por Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola. Para ele, Lula simboliza a defesa da democracia, da soberania nacional e da valorização do trabalho. “Votar em Lula é votar pela pátria, pela democracia e pelo desenvolvimento do Brasil”, declarou.

Representando o PSOL, a presidente Paula Coradi  destacou que a unidade construída desde 2022 continuará sendo determinante para enfrentar a extrema direita. Ela defendeu que a aliança avance em pautas sociais, trabalhistas, ambientais e de combate às desigualdades. “A nossa unidade é a nossa maior força. É ela que vai nos levar à vitória e permitir construir um Brasil com mais democracia, justiça social e direitos”, afirmou.

Já o presidente da Rede Sustentabilidade, Paulo Lamac, classificou a reeleição de Lula como uma escolha necessária para consolidar avanços sociais e ambientais. Segundo ele, a aliança representa um compromisso com a democracia e com o enfrentamento da crise climática. “A reeleição do presidente Lula é uma questão civilizatória. É o caminho para defender a soberania, reduzir a pobreza e enfrentar os desafios ambientais do nosso tempo”, afirmou.

A coligação apresenta uma frente ampla que combina diferentes tradições políticas, do trabalhismo ao ambientalismo, da esquerda socialista ao centro-esquerda, em torno de uma mesma candidatura. A convergência inédita é uma estratégia para construir uma base política ampla para a disputa presidencial e para a sustentação de um eventual novo mandato.

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