Haddad: Lula é o marujo mais confiável em mares revoltos

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Candidato ao Governo de São Paulo ressalta que o presidente reúne experiência e capacidade para defender a soberania do país em tempos de turbulência internacional

O candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad, destacou neste domingo (2) a experiência do presidente Lula para conduzir o Brasil em um cenário de instabilidade internacional e dar continuidade ao processo de reconstrução do país. A declaração ocorreu durante a Convenção Nacional do PT, em São Paulo, que oficializou a candidatura de Lula à Presidência da República, com  e de Geraldo Alckmin à Vicepara as eleições de 2026.

Na avaliação de Haddad, a conjuntura internacional, marcada por guerras e pelo avanço da extrema direita em diferentes regiões, exige liderança com experiência para proteger a soberania brasileira e preservar a capacidade de atuação do país no cenário internacional.

No momento como esse de mar revolto, você precisa de um marujo confiável, de uma pessoa que sabe manejar o navio, que sabe acionar os instrumentos necessários para proteger o Brasil, para preservar a nossa soberana e a nossa voz nos fóruns internacionais

Fernando Haddad, sobre Lula

“No momento como esse de mar revolto, você precisa de um marujo confiável, experiente, de uma pessoa que sabe manejar o navio, que sabe acionar os instrumentos necessários para proteger o Brasil, para preservar a nossa soberania, para preservar a nossa altivez e a nossa voz nos fóruns internacionais”, ressaltou.

Ao defender a candidatura de Lula, Haddad ressaltou a trajetória do presidente, desde a origem em Garanhuns (PE) até a atuação como metalúrgico no ABC paulista, e afirmou que a coerência entre sua história e seus compromissos políticos é um dos elementos que o credencia para enfrentar o atual momento.

“O Lula saiu das entranhas desse país. Saiu de Garanhuns num pau de arara e veio para São Paulo ser metalúrgico depois de fazer um curso técnico no Senai. Mas mais importante, ou tão importante, quanto de onde você veio, é onde você permaneceu. E o presidente Lula nunca traiu os seus princípios de vida. Nunca traiu o povo brasileiro. Nunca traiu os compromissos que assumiu desde o primeiro discurso no ABC até todos os discursos que ele fez quando tomou posse como presidente da República”, afirmou. 

RETOMADA – Haddad também relacionou os desafios externos à situação encontrada pelo governo Lula em 2023 e citou áreas que, segundo ele, foram afetadas pela gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na avaliação do candidato, a retomada de políticas públicas e a reorganização das contas e dos investimentos permitiram ao país avançar nos últimos anos. 

“Os mesmos problemas que nós estamos enfrentando fora, nós estamos enfrentando dentro do Brasil. O presidente Lula sucedeu um presidente, se é que esse título cabe para o Bolsonaro, que desorganizou o país em todos os sentidos. Desorganizou o SUS. Desorganizou as finanças, desorganizou a educação, a ciência e tecnologia, a assistência”. 

RECOMPOSIÇÃO – Ao destacar os resultados do atual governo, Haddad citou a recomposição de recursos para saúde e educação, o crescimento econômico, a redução do desemprego e medidas de valorização da renda. Também defendeu a política de cobrança de impostos sobre os mais ricos como parte de um esforço de justiça tributária.

“Essa dupla recolocou no orçamento da saúde R$ 100 bilhões que o Bolsonaro surrupiou. Colocou no orçamento da educação outros R$ 100 bilhões que o Bolsonaro surrupiou. Fez o Brasil crescer o dobro do que vinha crescendo, com inflação controlada e com desemprego na mínima histórica. Fez ajuste, mas não fez ajuste no lombo do trabalhador. Reajustou o salário mínimo e a tabela do imposto de renda, garantindo a promessa de campanha de que salário não é renda e quem ganha até R$ 5 mil não paga mais imposto no Brasil. São 15 milhões de brasileiros beneficiados”, pontuou Haddad. 

RECONSTRUÇÃO – Para Haddad, a eleição de 2026 representa a continuidade de um projeto de reconstrução nacional iniciado em 2023. “Um quadro extremamente adverso uniu Lula e Alckmin em 2022 e une agora, mais uma vez, em 2026, para que a gente logre êxito em outubro e possa continuar fazendo o país seguir em frente”, frisou. 

“Nós temos muita tarefa pela frente. Fazer a verdade prevalecer não é tarefa simples quando a oposição tem como sua principal arma a mentira. Mas nós temos o desafio de nos próximos 60 dias levar a verdade para a população. Dizer que o Brasil está sendo reconstruído e vai continuar seguindo em frente. De cabeça erguida, sem baixar a cabeça para presidente de nenhum outro país. Sem botar boné de presidente de nenhum outro país”, concluiu

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