As 13 diretrizes: 10.Segurança energética e economia de baixo carbono

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O Brasil quer consolidar nos próximos quatro anos a sua liderança global na transição para energias limpas (solar, eólica, biocombustíveis e hidrogênio), intensificar investimentos em refino pela Petrobras e combater a pobreza energética. O Programa de Governo da candidatura Lula/Alckmin, entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (07/08), reafirma essas diretrizes que vem dando resultados.

» Íntegra do documento com as 13 diretrizes

Onde estamos 

  • O Novo PAC destina R$ 595 bilhões para investimentos integrados em geração, transmissão, petróleo, refino e fertilizantes
  • Expansão elétrica: adição de 31.289 MW ao sistema nacional de energia (equivalente a duas hidrelétricas de Itaipu)
  • Fontes renováveis: responderam por 80% da nova capacidade instalada
  • Limpeza de matriz: fontes renováveis atingem 89% da matriz elétrica do Brasil (comparado a 31% na OCDE)
  • Transmissão: contratação de 21.847 quilômetros de novas linhas de transmissão (ampliação de 18% da malha)
  • Linha de Transmissão Graça Aranha (MA) – Silvânia (GO): um dos maiores projetos de transmissão em execução no mundo
  • Conclusão da Linha de Transmissão Manaus–Boa Vista: integrou Roraima ao Sistema Interligado Nacional
  • Luz do Povo alcança mais de 60 milhões de pessoas com isenção de tarifa residencial para consumo de até 80 kWh/mês
  • Gás do Povo fornece recarga de botijão 100% gratuita para mais de 15 milhões de famílias (cerca de 50 milhões de pessoas)
  • Petróleo e refino: recorde de produção de 4.897 milhões de barris de óleo equivalente por dia no fim de 2025 
  • Investimentos na Petrobras cresceram 79% no triênio 2023–2025 ante 2019–2021
  • Indústria naval militar e comercial: encomenda de 96 embarcações pela Petrobras (71 fabricadas no país), gerando 70.725 empregos em 2026 (alta de 47 mil empregos ante o final de 2022)
  • Nova política de preços da Petrobras e ação de subvenções governamentais: diminuiu a volatilidade dos preços do diesel, da gasolina e do GLP
  • Contenção do repasse dos preços internacionais do petróleo para o mercado doméstico, especialmente no período da Guerra do Estreito de Ormuz
  • Combustíveis ecológicos: investimento de R$ 13 bilhões em biocombustíveis, mais de 200% comparado ao governo anterior
  • Brasil tem se tornado foco de desenvolvimento de motores flex, híbrido flex do setor automotivo no mundo
  • Ampliação legal da mistura obrigatória para 32% de etanol na gasolina (E32) e 15% de biodiesel no diesel (B15), fortaleceu a demanda por biocombustíveis

Para onde vamos 

  • Continuidade à estratégia de incrementar a participação de fontes renováveis
  • Ampliação dos investimentos em armazenamento
  • Aumento da flexibilidade do sistema elétrico
  • Aceleração da substituição progressiva de combustíveis fósseis por biocombustíveis e combustíveis de baixa intensidade de carbono, incluindo derivados de hidrogênio
  • Seguir com o fomento à descarbonização do transporte público coletivo com eletrificação de frotas de ônibus e a expansão de trens e metrô
  • Promoção da resiliência do sistema energético frente às mudanças climáticas
  • Expansão de forma coordenada e integrada da transmissão, geração e desenvolvimento regional, incentivando o aumento da demanda industrial em outras regiões
  • Continuar atuando para mitigar a volatilidade dos preços internacionais, garantindo que os brasileiros não fiquem expostos a choques externos
  • A infraestrutura de gás natural continuará sendo expandida e integrada para ampliar a oferta, interiorizar as malhas de transporte e distribuição
  • Fortalecer a integração gasífera sul-americana
  • Ampliação de investimentos da Petrobras em exploração onshore e offshore, para recuperar participação no controle de reservas nacionais
  • Expansão de investimentos em revitalização de campos maduros
  • Exploração de novas reservas com cuidados socioambientais ainda maiores e visão estratégica
  • A Petrobras deverá retornar ao segmento de distribuição de combustíveis, expandindo sua capacidade de refino e ampliando a atuação da Transpetro para logística de GNL
  • Continuidade dos investimentos da Petrobras que estimulam a indústria naval, com reafirmação de regras de conteúdo local
  • Expansão da geração hidrelétrica por critérios socioambientais, de segurança energética e flexibilidade do sistema à integração das renováveis
  • Aceleração da redução da produção de carvão
  • Hidrelétricas: seguir buscando soluções para a repotenciação do parque existente
  • Continuidade aos leilões de transmissão
  • Abertura de nova fronteira de investimentos em baterias para melhorar a oferta de energia e a robustez do sistema
  • A Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) continuará sendo aprimorada, incorporando diretrizes para desenvolvimento de 2ª e 3ª geração, bem como seus encadeamentos com a indústria nacional
  • Fortalecimento da participação da Petrobras em biocombustíveis
  • Maior desenvolvimento tecnológico e expansão dos combustíveis sustentáveis (SAF, biometano e combustíveis marítimos)
  • Aceleração da implementação de políticas de descarbonização
  • Avanço das políticas bioenergéticas integradas para as cadeias produtivas de grãos e proteínas
  • Competência nuclear brasileira: será preservada para uso exclusivamente pacífico, valorizando sua base científica, tecnológica e industrial e suas aplicações em energia, saúde, pesquisa, indústria e segurança radiológica
  • Avançar na autonomia do ciclo do combustível nuclear e aproveitar de forma responsável as reservas nacionais de urânio
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