Da proteção da Amazônia à abertura de mercados, da defesa das fronteiras ao domínio de tecnologias estratégicas, soberania significa ter força e autonomia para decidir o próprio caminho. É com essa visão que o Programa de Governo do presidente Lula propõe ampliar a presença do Brasil no mundo, sem abrir mão dos interesses nacionais. A defesa da soberania e do protagonismo internacional é uma das 13 diretrizes do documento apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (7/8) e reúne propostas para fortalecer a defesa nacional, proteger o território, ampliar mercados, aprofundar a integração regional e aumentar a participação brasileira nas grandes decisões globais.
O compromisso expresso no programa é manter uma política externa baseada na independência nacional, na defesa da paz, em ter mais presença no mundo no multilateralismo e na cooperação, preservando a capacidade do Brasil de tomar suas próprias decisões e defender seus interesses sem subordinação a outros países.
» Íntegra do documento com as 13 diretrizes
Onde estamos
- Brasil de volta ao cenário internacional: o país sediou a COP30, a Cúpula dos BRICS e a Cúpula do G20 e liderou iniciativas como a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF)
- Mais mercados: a diplomacia comercial contribuiu para a abertura de 664 novos mercados em 93 destinos nos cinco continentes para produtos brasileiros e para a conclusão de acordos estratégicos, como os do Mercosul com União Europeia, com o EFTA e com Singapura
- Investimento em defesa: desde 2023, o Novo PAC executou R$ 20,4 bilhões em projetos estratégicos ligados à indústria de Defesa. Foram entregues sete caças Gripen F-39 e três cargueiros KC-390 fabricados no país, além da produção de 226 viaturas blindadas e da construção de quatro fragatas
- Mais autonomia nacional: uma nova legislação orçamentária passou a assegurar previsibilidade aos investimentos em defesa e à Base Industrial e Tecnológica de Defesa, associando proteção do país à inovação, empregos qualificados, exportações e desenvolvimento industrial
Para onde vamos
- Defesa e autonomia: fortalecer as Forças Armadas e a Base Industrial e Tecnológica de Defesa, com investimento em tecnologias nacionais e menor dependência externa
- Proteção do território: ampliar a defesa das fronteiras, da Amazônia e da Amazônia Azul e reforçar o combate ao crime organizado transnacional.
- Soberania digital: fortalecer a defesa cibernética e a Inteligência de Estado e defender uma governança internacional para tecnologias digitais e inteligência artificial, com proteção de dados e desenvolvimento de tecnologias estratégicas.
- Mais integração regional: aprofundar o Mercosul, ampliar as conexões de infraestrutura com o Pacífico e o Caribe e avançar na integração sul-americana em energia, defesa, segurança, saúde e desenvolvimento.
- Brasil com mais mercados e parceiros: buscar novos acordos comerciais, ampliar mercados para produtos e serviços brasileiros e aprofundar relações com África, Ásia, Oriente Médio, Europa, BRICS e Sul Global.
- Mais voz nas decisões globais: defender reformas da ONU, do Conselho de Segurança, da OMC e da arquitetura financeira internacional, além de manter o protagonismo brasileiro no combate à fome, à pobreza e à emergência climática.


