07 de setembro de 2016

Os advogados do ex-presidente Lula afirmaram que, mais uma vez, a operação Lava Jato dá provas da obsessão pelo ex-presidente.

De acordo com a defesa, não pode ser outro o entendimento da petição protocolada nesta terça-feira (06), na qual o Ministério Público Federal, reportando-se ao acervo presidencial, requereu ao juiz Sergio Moro que “seja intimada a Secretaria de Administração da Presidência da República para que avalie o material apreendido e especifique se algum desses bens constantes não pertencem ao acervo pessoal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”. 

Segundo os advogados, a nota emitida pela Diretoria de Documentação Histórica da Presidência da República, esclarece que Lula recebeu o mesmo tratamento dispensado aos demais ex-Presidentes da República desde 2001. “Todos os ex-Presidentes da República seguiram a lei de 1991, como Lula. Mas somente ele é alvo de questionamentos pela Lava Jato”, contam os advogados. 

Segundo a defesa, o acervo presidencial é composto de documentos, cartas, e outros objetos que Lula recebeu do povo brasileiro e de estrangeiros durante os seus dois mandatos presidenciais. “Ao final do último mandato, Lula recebeu da Presidência da República, em Brasília, esse acervo catalogado e devidamente verificado e não há qualquer ligação entre este material e a Justiça Federal de Curitiba e, muito menos, com a Operação Lava Jato”, explicam. 

O tema já é discutido em outro procedimento, que tramita no Ministério Público Federal em Brasília e envolve todos os ex-Presidentes desde 1991. Para os advogados, a tentativa dos operadores da Lava Jato de se imiscuir neste assunto é a prova de que agem desconectados com os princípios constitucionais da legalidade. “Agem para perseguir Lula e sua história”, finalizam.