22 de novembro de 2021

O Brasil tem a 4ª maior taxa de desemprego dentre as 44 principais economias do mundo, segundo dados da agência de classificação de risco Austin Rating. O levantamento mostra que a taxa brasileira é mais do que o dobro da média global e a pior entre os integrantes do G20, grupo formado pelas 19 economias do mundo e pela União Europeia

A taxa de desemprego do Brasil no trimestre encerrado em agosto, atualização mais recente, foi de 13,2%, de acordo com a Pnad Continua (Pesquisa por Amostra de Domicílios), do IBGE. Hoje, ceerca de 13,7 milhões de brasileiros procuram trabalho no País.

“Essa é uma fotografia clara de quanto o Brasil está perdendo na geração de emprego. Entre esses 44 países estão concorrentes diretos e outros emergentes como Cingapura, Coreia e México. Nestes países, a taxa de desemprego chega a 4%, 5%, no máximo”, disse Alex Agostini, da Austin Rating

A situação no Brasil de Bolsonaro é tão terrível que o governo chegou a maquiar os dados. Alterações feitas pelo ministério da Economia no Caged, em 2020, impossibilitaram a comparação de dados com a série histórica.As mudanças foram feitas para consertar cálculos mais abrangentes e, assim, apresentar números maiores de geração de empregos, comemorados com alarde pelo governo Bolsonaro.

Depois de passar por revisões, o saldo de empregos formais gerados no Brasil e alardeado pelo governo, em 2020, caiu quase pela metade.O saldo mostra a diferença entre contratações e demissões no mercado de trabalho com carteira assinada. Dados divulgados pelo Ministério da Economia em janeiro mostravam um indicador positivo em 142.690 vagas no ano passado. O número seria resultado da diferença entre 15.166.221 admissões e 15.023.531 desligamentos. No entanto, após o demaquilante, o saldo encolheu quase pela metade. A redução foi de 46,8%, para 75.883 vagas criadas devido ao aumento no registro de demissões.

A verdade é que a cada um minuto, 6 empregos somem no Brasil e o tempo de espera por um emprego hoje é de dois anos. As previsões para 2022 são ainda mais pessimistas, devido ao (des)governo de Bolsonaro e Paulo Guedes. O Brasil deve crescer menos do que o esperado,e há expectativa até de recessão.

“Em 2021, se esperava uma retomada e uma perspectiva melhor, mas o que a gente vê é que, infelizmente, o Brasil cresce numa média muito menor que a dos países emergentes e também da média global”, afirma o economista Alex Agostini.