27 de setembro de 2018
Foto:Ricardo Stuckert

Quando Luiz Inácio Lula da Silva visitou São Leopoldo (RS), pelo projeto Lula Pelo Brasil, poucas semanas antes de ser preso injustamente, ele ouviu o agradecimento emocionado de alguém que estava destinado a não ter estudo superior, não fossem os investimentos realizados pelos governos do PT para que os mais pobres tivessem acesso à educação de qualidade. “Graças a um metalúrgico guerreiro, que lutou por esse povo, que lutou pelo Brasil de norte a sul, que me formei, e no dia do seu aniversário, 27 de outubro de 2017, mesmo dia em que pai completou 60 anos. Hoje sou licenciado em matemática, calando a direita golpista que achava que filho de pobre não estudava em universidade”.

A obsessão de Lula em dar ao filho do trabalhador acesso ao ensino público gratuito se reflete na fala do jovem professor de matemática e de outras milhares de pessoas que realizaram o sonho de se formar médicas, engenheiras, jornalistas, dentistas, psicólogas, entre várias outras profissões, durantes os 13 anos de governos petistas. “Na hora que você dá a mesma oportunidade, quando a pessoa toma café, almoça e janta todos os dias, não tem rico melhor que pobre. O que a gente vai perceber é que há pessoas mais motivadas ou menos motivadas. As pessoas mais humildes agarraram aquilo como a tábua de salvação. O meu maior prazer é viajar o Brasil e encontrar as pessoas falando que são diplomadas pelo Prouni”, afirmou o ex-presidente, em Palmeira das Missões (RS), durante a mesma viagem pelo Rio Grande do Sul.

E se os depoimentos pessoais dizem muito sobre os resultados das políticas de inclusão dos governos de Lula e Dilma, os números falam muito mais. No Estado sulista, as matrículas em cursos superiores quase duplicaram em 13 anos, passando de 285,7 mil, em 2002, para 491 mil, em 2015. No período, o Prouni disponibilizou 165,8 mil bolsas para faculdades pagas e, até 2016, o FIES registrou crédito para 150,4 mil alunos. Com o Ciência sem Fronteiras, 8,1 mil pessoas tiveram a oportunidade de estudar fora do país. Ainda no ensino superior, foram inaugurados 20 novos câmpus e duas novas universidades no Rio Grande do Sul.

No ensino técnico, o número de matrículas na rede federal cresceu 5 vezes, passando de 5,4 mil, em 2002, para 27,6 mil, em 2015. Os governos do PT criaram 32 novas escolas técnicas. Além disso, o Pronatec realizou 536,4 mil matrículas.

Na educação infantil, os índices também são relevantes. O número de matrículas em creches mais que duplicou no estado: eram 60,3 mil, em 2002, e passaram para 168,8 mil, em 2015. No período de 13 anos, o programa Caminho da Escola disponibilizou 2,5 mil ônibus e 1,1 mil bicicletas. 

Em seu governo, Haddad devolverá à educação sua prioridade estratégica, perdida durante o governo golpista de Michel Temer. 

A nova gestão vai atuar fortemente na formação dos educadores, na gestão pedagógica da educação básica, na reformulação do ensino médio e na expansão da educação integral. Constam no plano de governo a concretização das metas do PNE, em articulação com os planos estaduais e municipais de educação; a institucionalização do Sistema Nacional de Educação, instituindo instâncias de negociação interfederativa; a criação de política de apoio à melhoria da qualidade da gestão em todos os níveis e aperfeiçoamento do Saeb, além da retomada dos recursos dos royalties do petróleo e do Fundo Social do Pré-Sal.

O governo de Haddad, o melhor ministro da Educação que o Brasil já teve, vai ainda promover o fortalecimento da democracia, retomando o diálogo com a sociedade na gestão das políticas e das instituições escolares de todos os níveis.